Quando o imperador Calígula foi assassinado em 41, Herodes Agripa achava-se em Roma. Por ter ajudado o novo imperador, foi ele honrado com o governo das terras de seu avô, Herodes, o Grande. Houve júbilo em Jerusalém, quando ele passou a reinar, pois sabia-se ter sido ele fariseu; a rigidez da religião judaica não lhe era estranha.

Seu primeiro ato como rei foi remover Anás, o saduceu, do cargo de sumo sacerdote, e indicar Gamaliel para presidente do Sinédrio. Tudo isso parecia promissor aos fariseus, que se alegraram ao ver surgir um defensor de sua causa. Todavia, quando Agripa desceu ao seu palácio em Cesaréia, tirou o manto farisaico, passando a viver abertamente como um romano leviano e profano.

Como Herodes Agripa quisesse cair na graça dos rabinos, pôs-se a perseguir os cristãos. Ordenou que se prendesse e decapitasse a Tiago, irmão de João. Tiago foi o primeiro dos apóstolos a morrer. Vendo que o Sinédrio muito se agradara disso, e estimulado com o crescimento de sua popularidade, Herodes ordenou ainda a detenção de Pedro. Lançou-o na prisão, pretendendo matá-lo depois da páscoa. No entanto, um anjo de Deus, abrindo as portas do cárcere, soltou o apóstolo.