E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, a  dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis…” (Jonas 1:1-3). 

Uma parte do seguimento evangélico entende que nós, seres humanos, não possuímos o livre arbítrio. Respeito o pensamento, mas temos um entendimento diferente. Creio que Deus conferiu a liberdade de escolha à humanidade, pois a sua intenção era deixar-nos livres para decidirmos a receber ou rejeitar o poder de seu amor. Com o poder de nossa vontade, somos capazes de dizer um sim ou um não a Deus. No entanto, quando iniciamos a caminhada na vida cristã, temos que saber que jamais escaparemos à pergunta: Quem está no controle de minha vida? Nos desafios do dia a dia, temos que responder a essa pergunta, à medida que enfrentamos cada oportunidade ou perplexidade. Desejar fazer de Deus o Senhor das nossas vidas e seguir a sua orientação não é fácil. Quase sempre resistimos. Muitas vezes achamos que sabemos o que é melhor, e colocamos em dúvida a sua direção. Perdemos a sua bênção numa batalha de vontades. A luta decisiva está em nossos corações.

Acho que você pode pensar na frase título da nossa meditação: “A vida pode ser terrivelmente simples ou simplesmente terrível.” Qual a diferença? Ela está exatamente em recebermos ou rejeitarmos o que Deus tem para nós. Precisamos desesperadamente do seu poder, mas muitas vezes obstruímos o canal de seu fluxo ao rejeitarmos a sua boa, perfeita e agradável vontade.

A vida do profeta Jonas é um exemplo para nós. Que tal viajarmos no tempo e assimilarmos algumas coisas? Jonas começou a sua luta com Deus, motivado pelo sentimento que nutria contra o arqui-inimigo de Israel, a Assíria. A instrução do Senhor foi bem clara quanto a ida de Jonas a Nínive, capital dos assírios, para pregar o juízo. A história de Jonas confronta-nos com uma batalha de vontades, a qual muitos de nós experimentamos hoje em dia. Jonas personifica a maneira de questionarmos a orientação divina e resistirmos ao que, no mais íntimo de nosso coração, sabermos ser a sua vontade para nós. Somos um Jonas que sempre acha difícil dizer sim ao melhor que Deus tem para nós.

Deus pode ter algumas ordens para nós, que hão de desafiar-nos a uma batalha interior acerca de Sua vontade. Ao olharmos para o profeta Jonas, podemos vê-lo correr de Deus, a correr para Deus a fim de salvar a sua vida, e a correr com Deus por um breve período de sucesso profético e depois correr adiante de Deus, cheio de ira e preconceito. Não vou terminar essa meditação hoje, aliás, apenas começamos. Meu propósito é levar você a uma reflexão do melhor que o Senhor tem para sua vida. Aguarde mais um pouco e siga a parte seguinte dessa história, que certamente abençoará o seu coração. 

Enquanto isso, reflita: Você deseja fazer a vontade de Deus? Ou você luta contra essa vontade? 

N’Ele que disse que não buscava a sua vontade, mas a do Pai, 

Pr. Natanael Goncalves