E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive  e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis… (Jonas 1.1-3). 

Vamos relembrar a história de Jonas dispondo de esclarecimentos poucos familiares. Ao preparar-nos para o que o Senhor quer dizer-nos, gostaria que, com os olhos da mente, nos concentrássemos nas pessoas que achamos mais difíceis de amar. Pense nos grupos de pessoas que você mais critica e reprova. Pense naqueles, acerca de quem você poderia dizer: “Nunca mais vê-los de novo é ainda cedo de mais”, ou ainda; “seja o que for que lhes aconteça, é menos do que merecem!” Essas são as pessoas que se tornaram inimigas em sua mente por causa do que fazem, dizem ou acreditam. Deus pode ter algumas ordens a respeito dessas pessoas para nós, que hão de desafiar-nos a uma batalha acerca de Sua vontade. Foi o que aconteceu com Jonas. O Senhor o manda ir a Nínive (vs 1,2). “Nínive, Senhor? Deve estar brincando! A capital dos assírios? O centro de poder do pior inimigo de Israel?” A luta na área da vontade começava. Jonas poderia concordar com a perversidade e o pecado de Nínive. Mas que lhe importava? Yavé era o Deus exclusivo dos hebreus. O que aconteceria se os ninivitas respondessem e se arrependessem? Essa era a essência da resistência de Jonas. Quando a surpreendente revelação da vontade de Deus atingiu o coração nacionalista e exclusivista de Jonas, ele pediu demissão. Começou por fugir para bem longe.

Chamo a atenção, porque hoje não é diferente com cada um de nós, pois muitos têm suas próprias Nínives e Társis. Nínive  é a cidade da obediência e confrontação; Társis é um lugar de fuga e evasiva. Nossa Nínive é a revelação inegável da vontade de Deus para nós, focalizada em pessoas, oportunidades, problemas ou perplexidades. Tudo o que nossas críticas transformaram em nosso inimigo, pode ser a nossa Nínive. Alguns são simples. Nínive pode ser simplesmente a exortação do Senhor à qual ignoramos, uma obediência que exige mais do que estamos prontos a dar. Seja o que for, Nínive é a chamada de Deus a soar em nossos corações para servi-lo, para sermos a sua pessoa escolhida e dar-lhe o primeiro lugar em nossas vidas.

A fuga para a nossa Társis pode acontecer em nossas almas bem antes de seguirmos fisicamente para qualquer outro lugar. No entanto, muitos estão fugindo de Deus sem jamais sair do local. Podemos estar fugindo quando preenchemos nossa vida com boas coisas, de modo que não deixamos tempo para Deus, quer para atender a um trabalho específico, quer para lidar com pessoas que Ele colocou em nossa agenda. Alguns estão fugindo em muitas direções, mas não sob a direção de Deus. Quero finalizar a meditação de hoje, fazendo uma pergunta: Você se identificou com algumas colocações aqui?

Para refletir: Procure identificar as Nínives em sua vida. Com toda a fraqueza, você tem procurado fugir para alguma Társis? 

N’Ele que diz que a sua vontade é boa, perfeita e agradável para os Seus filhos, 

Pr. Natanael Goncalves