E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive  e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis… (Jonas 1.1-3). 

Depois da última meditação desta série (se não leu, clique aqui), fiquei pensando em quantas vezes fugimos da vontade de Deus. Alguém chegou a declarar: “Gastei a maior parte da minha vida fugindo de Deus! Creio nele e frequento a igreja regularmente. Na verdade, eu sou muito ativo como líder e colaborador. As pessoas pensam em mim como um “bom” cristão. Mas, por dentro, venho tentando me esquivar à Sua vontade. Levo uma vida de frenética atividade, mas estou correndo na direção errada.” Essa pode ser a experiência de muitos. Társis pode estar dentro de nossas próprias almas. Quando nos tornamos cristãos, Deus inicia a transformação de nossa preocupação narcisista. Ele procura colocar-nos no assunto central do Reino, fazer com que nos movamos com Ele ao amar outras pessoas e expressar-lhes o que Ele tem feito em nós. Ele nos pôs em mira para surpresas inesperadas com pessoas improváveis, e com desafios antecipados. Jonas apostou a sua vida na falsa ideia de que poderia fugir da presença de Deus. E perdeu. Em Jope, ele embarcou em um navio para Társis e imediatamente anestesiou o coração rebelde com o sono. Ele  se esqueceu que Yavé é Senhor da terra e do mar. Os ventos começaram a soprar e o mar se agitou. O capitão do navio e sua tripulação foram tomados pelo pânico. Os deuses estavam irados, pensavam, com alguém no navio. Lançaram sortes para descobrir o culpado, e estas caíram sobre Jonas. Ele explicou-lhes que era um hebreu e que pertencia ao Deus de Israel. Confessou que estava fugindo da presença de seu Deus. Os marinheiros suplicaram que clamasse ao seu Deus, mas nada adiantou. Finalmente Jonas pediu que o lançassem ao mar. Você sabe o que aconteceu. Jonas foi lançado ao mar e a tempestade amainou. Deus foi o Autor da “tempestade”, e a intervenção do “grande peixe” lembra-nos que os pensamentos de Deus para nós são de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais (Jr 29.11). A parte seguinte dessa história, no segundo capítulo, revela-nos que, no ventre do peixe, Jonas correu em espírito para Deus.

Estou quase terminando esta série, mas gostaria que você meditasse quantas vezes você correu da perfeita vontade de Deus e, quem sabe, ainda está nesse processo de fuga. Como Jonas, muitos de nós, em deserção da vontade de Deus, conhecemos situações de desespero, nas quais clamamos: “Deus, me ajude, por favor!” Criamos, nessas fugas, muita confusão e parece que a vida caiu sobre nós. O Senhor, de quem estávamos tentando escapar, torna-se a nossa única esperança. Não merecemos a sua intervenção ou uma segunda oportunidade, mas nada resta a fazer, senão a clamar por sua ajuda. 

Para refletir: Deus tem propósitos para nossas vidas. Se estivermos no centro de Sua vontade, creio que nosso coração gozará de perfeita paz, enquanto todas as nossas necessidades, pelo Senhor, serão satisfeitas. 

N’Ele que nos conduz a pastos verdejantes, 

Pr. Natanael Goncalves