Fornalha1

Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar e  das minhas mãos? (Daniel 3:14-15). 

Hoje, claramente vemos dois tipos de evangelhos anunciados nas igrejas evangélicas. Um deles ameaça ganhar a corrida, pois está na frente em disparada. Eu nasci num lar cristão e já passei um pouquinho de meio século de vida e, contudo, não me lembro de que o “dito evangelho” fizesse carreira há mais do que uns vinte e cinco anos. A que eu me refiro? Bem, como disse no início, duas mensagens são proclamadas. Uma delas é o evangelho cristocêntrico, onde Jesus é o centro convergente de todo homem. Ali a Palavra de Deus é pregada e ensinada de forma comprometida com a Verdade. O “outro”, é o evangelho humanista, cujo centro é o homem com suas necessidades e mazelas, onde as conquistas humanas é o prato principal.  O ponto é que se usa a Bíblia de forma distorcida para comunicar uma mentira travestida de verdade.

O que tem a ver o título da meditação e o texto com essa introdução? Tudo. Veja: Os três homens da passagem acima não negociaram a sua fé. A questão principal não era a ameaça de morte que sofriam. Para eles, o Senhor era a paixão e a devoção de suas vidas. Os versos seguintes nos mostram: “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (16-18). “Se não!” Duas palavras com as quais podemos enfrentar qualquer coisa. A fé que aqueles homens possuíam não dependia do livramento, mas baseava-se no conhecimento de que Deus cuidaria deles, não obstante a fornalha.  Só teremos vida abundante quando pudermos proferir essas palavras. Os três hebreus não poderiam ser coagidos ou intimidados. Eles não adorariam nenhum deus, exceto a Jeová. Nem esperavam que Jeová se curvasse para eles! Nada havia de submissão permutada. Eles não confiavam em Deus para abrir-lhes o caminho, mas para um caminho através de qualquer provação e sobre qualquer provação.

“Se não”, são palavras de rendição que proporcionam vigor duradouro e revelam uma maturidade incapaz de insistir em que Deus marche segundo as nossas ordens.  

O “outro evangelho”, no entanto,  massageia o nosso ego, desperta a nossa cobiça e insiste em “determinar” e “cobrar” para que Deus faça o que o nosso desejo egoísta requer.  Paulo nos diz que se já ressuscitamos com Cristo, busquemos as coisas que são lá do alto. Esse evangelho, em sua sutileza, ensina as pessoas a tirar os olhos lá de cima, para colocá-los aqui em baixo, onde tudo passa. Quanta diferença! Mas, eu continuo na próxima meditação. 

Para refletir: Todos nós padecemos certas necessidades. Há gente ao redor do mundo que passa as maiores privações. Há muita gente com fome, outros enfermos e, ainda outros com problemas, aos nossos olhos, insolúveis. Você acha que entre todos eles, não há um cristão verdadeiro e fiel a Deus? 

N’Ele que disse que os seus verdadeiros seguidores são aqueles que renunciam a si mesmos, 

Pr. Natanael Goncalves