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Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar e  das minhas mãos? (Daniel 3:14-15). 

Inicio a reflexão de hoje, fazendo menção da fornalha que devemos enfrentar. É isso que aprendemos com aqueles três jovens leais a Deus. Aqueles rapazes estavam em apuros por não se curvarem diante de uma imagem pagã. É imperioso dizer que, também, à nossa volta se levantam deuses falsos, e alguns de nós enfrentam uma fornalha de dificuldades  por não se curvarem diante deles. Há imagens de ouro em nossa sociedade a exigirem a nossa adoração: materialismo, sucesso, poder ou popularidade. Quando recusamos a nos curvar diante delas, podemos sofrer a rejeição e as críticas. Para outros, a fornalha pode ser sofrimento físico ou problemas emocionais. Quando a vida nos desaponta, somos tentados a adorar uma imagem de frustração e futilidade. A fornalha mais ardente, contudo, é a sensação de que Deus nos abandonou. Ela arde como resultado da nossa adoração de um deus que nós mesmos esculpimos – um deus que obedeça as nossas ordens e atenda a nossos pedidos caprichosos e egoístas. Ele é terreno, não celestial; um rapaz de recados, não o Soberano eterno de toda a criação. Esse é o deus pregado e ensinado pelo “outro evangelho”. Como disse anteriormente, a mensagem do “outro” é tópica e terapêutica, mais centrada na alma e no corpo do que no espírito. Nosso ego é massageado e nossa cobiça despertada. Fuja desse evangelho! Corra! (Veja o pequeno vídeo abaixo).

Quando você ora e a resposta demora, muitos dizem: “Deve haver algo errado com você! Algo deve estar errado em sua vida espiritual,  se você pede e não recebe exatamente o que pediu.” Essa capciosa sugestão  induz-nos a erigir uma imagem de ouro pagã: nós mesmos. Devemos tornar-nos adequados através de nossos sacrifícios financeiros, da quebra da maldição e de tantas outras coisas mais, para que Deus nos ouça e aceite nossas orações. Como consequência, quando enfrentamos as fornalhas da vida, duvidamos de nós próprios e também de Deus. Enfrentar a fornalha significa nos atracarmos com a realidade. Sejam quais forem os problemas – perplexidades, doenças, desapontamentos nas relações humanas – podemos enfrentá-los de frente, seguros de que, mesmo que Deus não nos livre deles de acordo com os nossos desejos, Ele nos ajudará através deles. Enfrentamos a fornalha quando entregamos à sábia providência de Deus e confiamos n’Ele para que nos fortaleça e nos coloque além dela. 

Eu já ia terminando essa série, mas tenho algo mais para compartilhar amanhã, se assim o Senhor o permitir. 

Para refletir: Às vezes abraçamos ensinos sem nenhum questionamento. Basta vir de pessoas que admiramos. Será que não é hora de voltarmos inteiramente para a Palavra de Deus? 

N’Ele que disse que os bereanos eram mais nobres que os de Tessalônica por examinarem a Palavra de Deus, 

Pr. Natanael Goncalves