fornalhada

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia:  Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:21-23). 

Ao marchar para um final dessas meditações em série, meu desejo é levar você junto comigo pela senda da graça. Você e eu conhecemos casos de pessoas, inclusive de familiares, que adoeceram e, como resultado da enfermidade, partiram para o Senhor. Essas pessoas eram crentes consagrados e algumas delas deixaram este mundo ainda jovens. O que dizer a respeito disso? Elas não tiveram fé? Não eram crentes o bastante para receberem a cura? E os problemas de tantos que sofrem ao redor deste mundo padecendo necessidades bem maiores do que aquelas que temos conhecimento? Não falo de pessoas incrédulas. Me refiro a irmãos em Cristo e fiéis a Deus. Será que eles não possuem uma estreita relação com Deus? Por que, então sofrem tantas provações? Na realidade, tudo é uma questão de visão: a nossa, humana e tacanha, e a de Deus que conhece o nosso amanhã. Quando enxergamos desde o ponto de vista do Altíssimo, não nos preocupamos em enfrentar a fornalha e também não nos inquietamos com o futuro. Quando a segurança da infalível graça de Deus é mais importante que as circunstâncias que atravessamos, nada mais importa. Quando isso é uma realidade em nós, recebemos a liberdade para afirmar como Paulo: Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos, se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos quer morramos, somos do Senhor” (Rm 14:8).

Como eu destaquei nas meditações anteriores dois tipos de evangelhos, procurei apresentar em perspectiva a “fornalha”. Para ambos, ela existe. O “outro evangelho” prega o evangelho humanista, onde o homem é o centro. A mensagem rende culto ao poder, ao dinheiro, à saúde e à qualidade de vida melhor. Esse evangelho, por quem os sinos dobram, arrebata corações e reúne um exército de seguidores que pensam e valorizam muito mais as coisas desta vida. Para esses, a fornalha vai arder, e muito! Lembremo-nos das palavras de Jesus no texto acima (Mt 7:21-23). Observe que no texto três ministérios estarão presente diante do Senhor naquele dia. Ministério profético. Ministério de libertação e Ministério de operação de Maravilhas. Conquanto esses ministérios existem no contexto do evangelho verdadeiro, todavia, faz parte do “outro” também. Poderia falar muito acerca de tudo isso, mas, faça um exercício e medite a respeito.

Quanto ao evangelho verdadeiro, seguí-lo e se envolver com ele, tem fornalha também. Mas atente para um detalhe: Paulo disse que tudo isso é leve e momentâneo e, no entanto, produz para nós um eterno peso de glória mui excelente  (2 Co 4:17). 

Para refletir: Quando enfrentamos a nossa fornalha e deixamos os resultados com Deus, podemos estar certos de sua presença conosco no fogo. Não somos responsáveis pelo resultado, somos responsáveis pela obediência. 

N’Ele que sempre atende à oração, mas quando a resposta não é a que desejamos, Ele nos dá um presente muito melhor – Ele próprio, 

Pr. Natanael Goncalves