Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.  Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente,  será  culpado  do   corpo  e  do  sangue  do   Senhor (1 Coríntios 11:26-27). 

Muita gente pensa que o participar do pão e do cálice do Senhor de modo indigno se refere a não ter passado pelo batismo. Entretanto, não há, no texto, nada que possa sugerir esse entendimento. Na verdade, Paulo está admoestando a igreja a respeito de um tema que  já havia tratado em outra parte de sua carta: o assunto das divisões entre eles. Isto forma a base de sua exortação. Sua tristeza se deve a que, “ao comer, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriaga-se (1 Co 11:21). Isto significa que, nas reuniões, se viam os mesmos comportamentos egoístas e individualistas que caracterizam àqueles que não conhecem a Cristo. Cada um pensava em sua própria necessidade, sem importar a situação da pessoa que estava ao seu lado. Por esta razão, o apóstolo afirma que quando reuniam-se  “não era para melhor, mas para pior” (1 Co 11:17). Em sua carta à igreja de Éfeso, Paulo declara: “todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Ef 4:16). O texto claramente revela que, o crescimento do corpo se dá quando as partes estão unidas e funcionam de modo correto e ajustado, umas com as outras. Quando cada parte do corpo pensa somente em sua própria necessidade, não se pode cumprir a função para a qual foi criada, ou seja, a de abençoar e complementar os outros membros do corpo.

Na ceia do Senhor, recordamos a morte de Jesus. O ato de recordar, todavia,  não se concentra na morte física de Cristo, mas na razão pela qual foi necessária sua morte, ou seja, o pecado que nos converteu em seres desinteressados em Deus e no próximo. Quando participamos indignamente da ceia, estamos depreciando o sacrifício que buscou reverter essa situação, porque insistimos nos mesmos comportamentos pecaminosos que têm caracterizado a vida do homem desde a queda. 

Para refletir: Você já avaliou se há atitudes em sua vida que não promovem edificação para o corpo de Cristo? Como você pode demonstrar maior interesse e apreço pelo sacrifício que Jesus fez lá na cruz do Calvário? 

No amor de Cristo Jesus, 

Pr. Natanael Gonçalves