Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6). 

O que nos vem à mente quando pensamos em Deus? Em que feitos ou qualidade pensamos primeiro? Paulo evita, deliberadamente, referir-se diretamente a Deus ao utilizar uma expressão equivalente. Esta expressão (aquele) nos força a pensar em Deus de maneira particular. Não utilizando o nome esperado, Paulo modela intencionalmente nosso conceito de Deus. Pense em todas as qualidades diferentes que poderíamos evocar quando fazemos menção do Altíssimo. Usando uma expressão diferente do normal, Paulo nos força a pensar em uma qualidade particular que quer destacar.

Apesar do  aparente circunstancial negativo, o Senhor segue no controle total de todas as coisas visando os seus propósitos na vida de Paulo e também da nossa. Aquele que começou a boa obra, não permitirá que ela fique incompleta. Adotar a perspectiva de Deus sobre a situação requer que renunciemos às nossas perspectivas erradas. Paulo estava preso em Roma e os crentes da cidade Filipos estavam muito preocupados com ele e até certo ponto, indagando e não compreendendo, por que o apóstolo, com quem tinham uma relação muito especial, estava encarcerado? Por que Deus havia permitido isso? O que seria de Paulo? Como o evangelho seria pregado agora? Essas e outras questões rondavam a mente dos irmãos filipenses.

Não é, porventura, as mesmas indagações que fazemos quando atravessamos situações adversas? Ao estudar o livro de Filipenses, vemos como Paulo trabalha para mudar a visão da igreja de Filipos. Paulo empenha-se no sentido de que eles vejam que aquilo que parece mal, na realidade é algo bom. Por que? Porque Deus está no controle e utiliza exatamente dessa situação. Dentro de uma condição de desespero e sem perspectiva de mudança, experimenta-se uma variedade de emoções. Talvez alguém pergunte ao Senhor: até quando? Por que me abandonaste? Provavelmente experimenta uma verdadeira indignação, especialmente à luz de afirmações como a do texto acima, onde se sabe que Deus aperfeiçoará a boa obra que começou. Como entender isso? Como compreender certas passagens que nos dizem que os ímpios prosperam e os justos sofrem? Quando clamamos, na grande maioria das vezes, o que Deus muda é a nossa atitude acerca das circunstâncias em vez delas. A chave está em ver as coisas a partir da perspectiva divina em lugar do nosso ponto de vista. Somente, então, poderemos encontrar esperança, coragem e fé para seguir em frente. 

Para refletir: Deus é fiel! Ele nunca nos abandona e nunca perde o controle. Ele terminará a boa obra que começou em nossa vida. Fique firme, pois, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. 

N’Ele, que cuida dos seus filhos, 

Pr. Natanael Goncalves