palavras de vida

Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida (Isaías 43.4). 

Será que temos a consciência de que vivemos em uma sociedade que possui o prazer de exercitar a maledicência? As pessoas parecem que foram ensinadas, desde pequenas, que o valor delas é relativo. Não valemos pelo que somos, mas o critério de avaliação é pelo que fazemos ou pelo que possuímos. Os sentimentos devastadores de tal herança é capaz de deixar uma marca “frágil” na autoestima, bem como a vulnerabilidade como um flanco aberto em toda experiência negativa.

Ao conhecer a Cristo, tudo isso deve mudar e o salvo deve experimentar mudanças dramáticas nessa triste condição humana, pois o crente sabe que é valorizado pelo Eterno Deus. A realidade, todavia, é outra. Muitas vezes, as igrejas perpetuam a mensagem de que somente valemos por aquilo que fazemos ou conquistamos. A ênfase dos ensinos de hoje, está no humanismo disfarçado e travestido de palavras bíblicas, contudo, distorcidas. Estão fazendo uma substituição. Tiraram Cristo do centro e colocaram o homem com seus desejos egoístas. Essa mensagem produz uma geração que pensa nas coisas daqui da terra e não nas que são do Céu (Cl 3.3). Entretanto, devemos lembrar das necessidades primárias do ser humano. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo para evangelizar, curar os quebrantados de coração, pregar liberdade aos cativos, restaurar os cegos, a pôr em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor (Lucas 4:18-19). Muitas pessoas pensam que somente nós, pastores, é que temos a incumbência de continuar a obra de Cristo. Não! Isto é uma responsabilidade de todo cristão. Somos chamados a “curar a enferma, ligar a quebrada, trazer a desgarrada e buscar a perdida” (Ez 34.4). Não obstante, muitos dos que estão enfermos, quebrados, desgarrados e perdidos, estão dentro das nossas igrejas, as quais, por extensão, deveriam ser comunidades terapêuticas onde todos os feridos são restaurados à imagem do Criador.

Para isto, é necessário que todos nós, em primeiro lugar, estejamos desfrutando da bênção de sermos filhos amados do Altíssimo. Nosso espírito necessita do testemunho do Espírito de Deus que nos diz que somos parte de sua família (Rm 8:16), e que, como tais, gozamos de privilégios e tesouros que outros não possuem. Nosso valor não está no que fazemos, mas em nossa condição espiritual, que foi, para sempre assegurada pelo sacrifício de Jesus na cruz do Calvário. Somente quando estamos convictos de nossa condição de amados, é que poderemos abençoar a vida de outros, o que é um de nossos preciosos privilégios como sacerdotes do Deus vivo.

Que precioso serviço! Romper com o hábito deste mundo que maldiz e começar a falar palavras que abençoam e edificam, sermos instrumentos do Pai Celestial para restaurar  o que o inimigo tenta destruir. Somos chamados para ministrar vida àqueles que estão ao nosso derredor. Tal ministério somente será possível se estivermos desfrutando da vida que o Senhor nos oferece. 

Para refletir: Você se sente amado (a) por Deus? Você é vulnerável às palavras que ferem ou por outra, você as absorve com facilidade? Quem sabe se você não deve orar assim: “Senhor, fortalece o meu espírito com esse bendito testemunho de que sou teu filho (a) amado (a). Usa-me para falar palavras de vida a outros e que esta seja uma realidade marcante todos os dias da minha vida aqui neste mundo.” 

Em Cristo,

Pr. Natanael Goncalves