ser ou não

Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? (Lucas 14:28). 

Se você não leu a meditação anterior, é imprescindível fazê-lo (clique aqui) para que se possa caminhar por uma trilha de compreensão mais aberta. Esses dias, chamei a atenção de alguns para a mensagem que João Batista pregava com o propósito de preparar a vinda do Messias.  Ele pregava o arrependimento. Hoje, a igreja deve preparar a volta de Jesus e a mensagem é a mesma. Arrependimento para os inconversos e para aqueles que se intitulam cristãos e estão dentro das igrejas e, no entanto, não conhecem a Cristo como Senhor, apenas como salvador e abençoador.

Antes de prosseguir, permita-me dizer-te uma verdade: “Se Jesus não for Senhor, Ele também não será Salvador”.

Muita gente tem ouvido um evangelho fraco, diluído, misturado e sem cruz. Essa é a mensagem que agrada à carne e deseja as bênçãos. Ela não me põe em contradição com o mundo e nem tampouco com as coisas que no mundo há. Em nome de um “amor” e de uma suposta “graça” tudo é possível. Contudo, não foi isso que Jesus ensinou.  O texto de Lucas nos dá uma pista. O verso 26 nos diz: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai,  e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. O termo “aborrece” corrobora o entendimento de “amar menos”. Com isto, o Senhor está dizendo que aquele que é seu seguidor, o ama acima de tudo e ama menos a sua própria família e a si mesmo. Num certo sentido, pode ser aplicado o termo “desprezo” em vez de “amar menos”, ou seja, o discípulo de Jesus despreza a sua própria vida pelo seu Senhor. O verso 27 completa a ideia: E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”.

Muita gente pensa que cruz pode ser uma situação, um relacionamento ou uma espécie de “carma”. Não! Cruz é lugar de morte! Morte do eu, do ego e da natureza terrena. Cruz é também renúncia de si mesmo e do mundo. O apóstolo Paulo faz uma alusão a isso e diz que morreu para o mundo, porém está vivo para o Senhor (Gl 2:20). Jesus é tremendo em graça e sabedoria para explanar e comunicar as realidades do evangelho. Se você tomar a passagem dos versos 26 a 35 verá que o assunto se refere ao “cristão verdadeiro e genuíno”. O verso 28, posto acima, traz uma abertura para escolha do tipo de cristianismo que você quer seguir. Observe: o texto inicia-se com a conjunção  “pois” fazendo uma ligação imediata aos versículos 26 e 27, e neles, podemos constatar a realidade proposta para o discípulo verdadeiro.

Há um custo! Jesus parece indicar que você deve fazer as contas. Estás disposto (a) a pagar o preço? Quando Ele se refere à construção da torre ou ao rei que vai sair à guerra no verso 31, o convite é para uma avaliação de custos e de condições para se entrar pela “porta estreita”. Estou convencido, pela Palavra de Deus, que uma grande multidão ouvirá da boca do Senhor: “nunca vos conheci!” ou “apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” Junte-se a isso outro agravante: essas pessoas, ao que tudo indica pelos textos, são pessoas que se diziam cristãs e seguidoras do Evangelho e estão dentro das igrejas. Talvez por isso, senti um toque especial em meu coração pelo título dessa meditação: “Ser ou não ser (cristão), eis a questão!” 

Para refletir: Você tem desprezo pelo mundo? Na meditação anterior, imaginei uma situação na vida de um cristão. Os alvos de conquistas pertinentes às coisas desta vida, lhes foram negados. Você estaria disposto (a) a esse tipo de renúncia? Medite em 1 João 2:15-17. 

N’Ele que disse que somos o sal da terra e a luz do mundo, 

Pr. Natanael Gonçalves