ser ou não ser

Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? (Lucas 14:28).

Confesso que na última década Deus tem impactado meu coração no que diz respeito à vida cristã. Depois de viver na América por oito anos e, atualmente,  na Inglaterra, onde pregamos e ensinamos a Palavra de Deus, minha ótica com relação aos seguidores de Jesus passou por um ajuste. Isto não quer dizer que ela estivesse míope, mas, pela misericórdia do Senhor, minha visão se estende a pontos que antes não via. Contudo, quando leio as biografias de homens de Deus que se entregaram totalmente ao Senhor, sinto que ainda continuo no raso, mas impulsionado a ter mais do Pai Celestial, sigo em frente. Por que inicio essa meditação com esse parágrafo de explicação? Porque choro diante de Deus pela minha vida e pela vida do meu povo. No entanto, ao compartilhar sobre isso, me sinto responsável. Preciso fazê-lo. É necessário. É urgente. Por que?

Bem, que tal se meditássemos um pouco sobre o cristianismo? Que tipo de relação você tem com Deus? Como é a sua vida em relação às pessoas que convive? Você faz parte daquele time que vive em busca das bênçãos de Deus, somente? Você se insere entre aqueles que fazem campanha de oração por uma qualidade de vida melhor? Quando me refiro a isso, reporto àquelas pessoas que buscam a Deus por interesse. Não que seja errado buscar as bênçãos do Senhor, mas a questão é: como está o meu coração de cristão?   

Vamos somente supor uma situação ou acontecimento: Você está em seu quarto e se prepara para ir dormir. Deita-se em sua cama, puxa o lençol e se cobre. Alguns minutos transcorrem e você está quase adormecido (a), mas, não totalmente. De repente, uma forte luz brilha. Você não sabe se está sonhando ou se aquilo é real, mas o fato é que está acontecendo. Sem concatenar direito o momento, você ouve uma voz. Uma voz forte e poderosa, mas ao mesmo tempo, suave e doce. Ela se dirige a você e lhe diz: Eu o conheço desde que você foi formado (a) no ventre de tua mãe. Conheço o teu coração e os teus pensamentos. Conheço o teu andar e o teu deitar. Sei das tuas lutas, dos teus problemas, das tuas aflições e dos teus anseios. Sei dos teus projetos e dos teus planos. Você tem apresentado diante de mim as tuas petições com relação ao que você deseja para você e sua família. Tenho ouvido as tuas orações e resolvi  revelar-Me a você e dizer-te algumas coisas. Guarda bem o que ouves e fique firme, pois os dias são maus. Bem, em primeiro lugar, o aumento de salário que você quer e que você almeja, você não terá. A promoção não virá. A casa que você tanto sonha, também não chegará para você. Você continuará a enfrentar dores e prantos. A situação não vai melhorar. Parte das pessoas com quem você convive, inclusive gente de sua família,  se voltará contra você. Algumas delas, dirão coisas horríveis a teu respeito. Você sofrerá perseguição no trabalho por minha causa. Você não terá a cura total das tuas enfermidades, mas Eu te sustentarei. Tão somente, guarda tudo o que tenho falado e busca na minha Palavra a minha vontade. No final, algo tremendo, que nem sequer você consegue imaginar, Eu tenho guardado para você como prêmio e galardão.

De repente, você se levanta de um salto. Aquilo foi real? Um sonho? Ou um pesadelo? Foi neste exato momento que você olhou em direção à mesa de cabeceira e viu a sua Bíblia aberta na passagem de Lucas 14. Estranho! Você pensou. Não me lembro de ter deixado minha Bíblia aberta! Tomou-a em suas mãos e seus olhos se fixaram no verso 28. Meditou, mas não entendeu.

Bem, isso só foi uma conjectura, ou somente uma história inventada para comunicar algo, mas que eu continuo amanhã, se Deus quiser. 

Para refletir: Leia os versos 25 a 35. Medite neles e permita que o Senhor fale ao seu coração. 

N’Ele que nos convida a segui-lo com um coração inteiro e disposto,

 

Pr. Natanael Goncalves