Se confessarmos os nossos pecados,  ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9). 

Satanás possui um aliado em cada um de nós. Como? Alguém até pode se espantar com esta afirmação, mas é a mais pura realidade. Esse aliado, nada mais é que a nossa natureza humana, ou seja, a nossa carne. Quando digo que o diabo encontra esse adepto em nós, não quero dizer que possuímos algum vínculo com Satanás, mas que a nossa condição carrega em si mesma essa situação que nos puxa pra baixo.

Veja o caso de Davi, um homem segundo o coração de Deus. Seu exército em guerra e ele passeando pelas sacadas do palácio. Imaginemos que a brisa da tarde o convidara a passear pelo terraço após uma soneca. Resolvera, então, estirar um pouco as pernas, quando das muralhas da casa real, vê uma bela mulher se lavando. Suas emoções despertaram, os hormônios ferveram e a mente fantasiou aquela mulher em seus braços. O que é isto, se não as características da natureza humana bem presente no homem? O problema não foi o que Davi viu, foi o que ele não viu. Ele não viu que a sua atitude poderia ferir o coração de Deus. Ele não enxergou que as consequências do seu ato afetaria a várias pessoas, inclusive o seu reino. Não! O desejo o cegou e roubou-lhe a capacidade de discernir os resultados.

Seu primeiro procedimento foi mandar saber quem era a bela vizinha. Sabendo ser uma mulher casada, não se importou. Mandou buscá-la e deitou-se com ela. Passado alguns dias, recebe a notícia da gravidez de Bate-Seba. E agora? O marido dela estava na guerra e, como estava longe, logo o pecado seria descoberto.  Também havia a transgressão da lei que dizia que o adúltero e a adúltera, deveriam ser apedrejados (Lv 2:10).  Como sair dessa? Ele se encontrava num beco sem saída. Como faria? Imediatamente traçou planos a respeito do caso. Mandou buscar Urias, o marido, e, com desculpas o inquiriu sobre algumas coisas, mas a intenção mesmo era mandá-lo para sua casa. Urias não foi e o plano de Davi fracassou. Assim que soube que Urias não desceu à sua casa, passou para o plano “b”. A estratégia consistiu em convidá-lo para um jantar regado a muito vinho. Embebedar o marido de Bate-Seba e enviá-lo para dormir em casa era o esquema perfeito. Todavia, não funcionou. Dormiu com os servos de Davi. Não havia outro jeito, por isso caminhou para a fase “c” do projeto. Enviou uma carta a Joabe, por mão de Urias, ordenando que o mesmo fosse colocado na frente da batalha, de tal modo, que a morte o encontrasse. Finalmente, tudo aconteceu como o rei previra. Urias morreu e, passado o luto, ele tomou Bate-Seba por mulher. Penso que todos conhecem essa história registrada em 2 Samuel capítulos 11 e 12. As consequências do pecado vieram e Davi pagou um preço por isso.

Em Romanos, Paulo nos diz que tudo o que foi escrito, para o nosso ensino foi escrito (15:4). Então o que aprendemos aqui? Primeiro, não brinque com a sua carne. Não enfrente situações em que você pense poder controlar. Não se distraia na periferia do pecado e, nem sequer, afague-o em sua mente, pois é ali que tudo começa. Segundo, Fuja! Ore! Rejeite os devaneios que possam induzi-lo (a) ao pecado. Não se meta num beco sem saída!

Talvez, por lembrar a história de Davi com Bate-Seba, você imagine que estou tratando unicamente do pecado do adultério. Não, de forma alguma. Apenas usei essa história para dizer que o pecado gera resultados funestos. Não importa qual seja a transgressão, quando a praticamos, cortejamos a destruição. Há muito tempo ouvia orações do tipo: “Senhor, perdoa a multidão dos meus pecados”. Ora, crente não carrega uma carga pesada com tantos pecados. Pecado tem nome e tem que ser tratado. Se alguém pecar, deve correr para os braços do Pai e se acertar imediatamente. Não deixe para o dia seguinte. Acerte-se hoje. 

Para refletir: Um pecado secreto na terra é um escando público no Céu. 

N’Ele que derramou o seu sangue para nos remir de todo pecado, 

Pr. Natanael Goncalves