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Andareis em todo o caminho que vos manda o SENHOR, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir (Deuteronômio 5:33).

 

A Bíblia usa com muita frequência a palavra “caminho” para descrever a vida do homem. Estas referências incluem alusões ao bom caminho, ao mal caminho, ao caminho traçado por Deus, ao caminho torcido, ao caminho que leva à perdição e à pessoa que se aparta do caminho. O Novo Testamento, inclusive, apresenta-nos a Cristo como o caminho (João 14:6) para chegar ao Pai. Na reflexão de hoje abordamos esse tema que nos conduz à peregrinação espiritual que estamos fazendo. A chave não consiste em definir em que caminho estamos, mas em que sentido estamos nos movendo. Precisamos compreender que existem somente dois sentidos e que não é possível mover-se em nenhuma outra direção, pois uma via de tráfego permite apenas circulação em dois sentidos. Dependendo da direção em que os homens transitam, há no fim um destino: para nós, crentes em Cristo, nosso futuro é o céu, é encontrarmos Jesus. A Palavra nos afirma que, enquanto caminhamos, devemos buscar ser como Ele é (Romanos 8:29), até que alcancemos “a medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13). Na direção oposta, porém, há outro destino: a perdição, ou seja, perder toda característica de semelhança com Deus, nada mais restando do que a abominável criatura, produto da abundância do pecado e da separação total do Deus Altíssimo.

Como se movem os indivíduos que se encontram no caminho? Por meio de atos individuais, consequência de suas próprias decisões. Cada ato produz um movimento na vida do ser humano com a possibilidade de dois desenlaces: ou nos leva a estarmos mais perto de Cristo, ou nos leva para mais longe d’Ele. Nossa existência é a soma de comportamentos embasados nas decisões que tomamos, e cada uma delas, produz um resultado espiritual. Dessa forma, estamos em permanente movimento no caminho da vida, mesmo que a grande maioria não seja consciente disso. Por outro lado, grande parte das decisões são inconscientes e os comportamentos automáticos. Cada um deles, todavia, possui um peso eterno e, na analogia do caminho, a pessoa se move em um ou outro sentido. Entender isso é importante, pois nosso movimento no caminho da vida não se decide pelo fato de dizermos que somos cristãos, mas sobretudo pelas decisões que tomamos a cada dia, a cada passo da vida, sejamos ou não conscientes dessas determinações. É por isto que cumpre a urgência de sensibilizarmos o nosso espírito à ação do Espírito de Deus, para que, a cada momento, Ele possa indicar-nos as decisões corretas.

 

Para refletir: Como sensibilizamos o nosso espírito? Se nos envolvermos com o mundo e seu sistema, certamente, nos tornaremos insensíveis. É hora de voltarmos em fidelidade a Deus e à Sua Palavra. Nossa intimidade com o Senhor proverá essa sensibilidade e ouvidos prontos. Quem deseja isso?

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves