Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta,  e assentou-se à destra do trono de Deus (Hebreus 12:2).

Durante uma maratona haverá momentos difíceis e muitos lutarão com o desejo de abandonar a prova. Em tais momentos, os melhores atletas evocam a imagem da chegada e buscam recuperar forças como uma antecipação da glória que virá. 

O autor do livro aos Hebreus usa como excelente ilustração a pessoa de Jesus. Seu momento ápice de crise se deu no Getsêmani. Ali, Ele confessou aos discípulos: “A minha alma está cheia de tristeza até à morte” (Mt 26:38). Jesus  se afastou e concentrou-se na intensa batalha que tomou conta de seu coração. Uma batalha entre o desejo de fazer a vontade do Pai e, quem sabe, se pudesse, desistir da cruz. Finalmente alcançou aquilo que necessitava para seguir em frente: “tirou os olhos da cruz e da iminente agonia da morte, para fixá-los em algo que o inspirava plenamente, ou seja, a alegria que lhe estava proposta”.

Como cristãos, necessitamos fixar os nossos olhos em algo mais inspirador do que as circunstâncias que nos cercam. Talvez seja o cumprimento de uma Palavra que o Senhor nos deu. Quem sabe seja a realização de um projeto que trará glória ao nome do Altíssimo. Não sei, mas como Jeremias devemos dizer: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança (Lm 3:21).

Momento de reflexão: Se a luta está ferrenha, não ponha os olhos nela. Antes, firme-se nas promessas de Deus e olhe mais adiante. O que há lá? Há vitória! Há bênçãos para todos aqueles que permaneceram firmes.

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves