Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos… (2 Co 10:12).

Certa ocasião, Jesus contou uma parábola endereçada àqueles que avaliavam a si mesmos como justos (Lc 18:9-14). Naquela oportunidade falou a respeito de um fariseu que orava deste modo: “Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens…” A seus olhos, o que o justificava era a sua própria conduta que, comparada a de outros homens, parecia ser excessivamente piedosa. Inevitavelmente, fazemos comparações com aquelas pessoas que julgamos mais convenientes a nós mesmos. Por exemplo: Para saber se somos generosos, comparamo-nos com os que nunca dão. Para julgar se somos pobres, comparamo-nos com aqueles que possuem muito. Para ver se somos trabalhadores, comparamo-nos com aqueles que muitos os julgam como vagabundos.

Deste modo, as comparações nunca mostram-nos um quadro acertado do verdadeiro estado da nossa vida. Paulo afirma que aqueles se comparam a outros, carecem de entendimento. A obra e a vida de cada um terá que ser avaliada sem pontos de referência, a não ser aqueles eternos que foram estabelecidos por Deus. Mais à frente, Paulo continua dizendo: “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor… (2 Co 10:17-18). Vivamos de tal modo que seja o Senhor mesmo a nos louvar!

Momento de Reflexão: As perspectivas que temos da vida, influenciam os nossos pensamentos e atitudes. Se a nossa visão for míope e curta, sempre enchergaremos muito pouco. Em razão disto, exercemos comparações equivocadas. Você usa essa régua para se medir?

No amor de Cristo,

Pr. Natanael Gonçalves