Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos (Mateus 5.6).

A sensação de fome e de sede, por mais desagradável que seja, desempenha um papel vital para o bom funcionamento do corpo. Ela nos alerta para o fato de que nossas reservas de energia estão baixas e devem ser restituídas. Se não sentíssemos fome, correríamos o perigo de sermos negligentes em alimentar o nosso corpo.

Podemos transportar esta observação para o mundo das coisas espirituais. É através de sentimentos de necessidade que somos impelidos a buscar em Deus aqueles elementos que são necessários para alimentar a nossa vida espiritual. Por esta razão, Jesus podia afirmar que aquele que tem fome e sede de justiça era “bem-aventurado”, pois sua necessidade abria o caminho para a provisão de Deus.

O caminho que frequentemente recorre o Senhor em seu cuidado conosco, é o de produzir em nós a necessidade, logo, somos despertados a buscar a sua face e intervenção em nossas vidas. Com frequência nos leva a lugares onde nos tornamos conscientes da nossa necessidade, e isso é o que ativa a nossa busca por Ele. As experiências que revelam nossas fraquezas e podem ser profundamente desagradáveis para nós, são as mesmas que impulsionam nossas vidas em direção à fonte de todo dom perfeito, Deus mesmo!

Momento de reflexão: Deixo aqui apenas uma pergunta para você: Na sua vida cristã, todos os dias, você desenvolve o sentimento de ter mais de Deus e da Sua Palavra? O Salmista declara: A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo… (Salmo 42:2). Dê a resposta diante de um espelho.

Que o Espírito de Deus desperte em cada coração, uma paixão e uma fome tremenda pelo Deus vivo.

Pr. Natanael Gonçalves