Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha (1 Coríntios 11.25–27).

Em outro momento, penso em detalhar mais sobre o tema. Hoje, porém, meu propósito é levar você a refletir a respeito de algo que, para mim, é simplesmente transcendente. Trata-se do pacto ou aliança que temos com o Deus Todo-Poderoso. Você já refletiu sobre este assunto? O texto acima aborda a celebração da Ceia do Senhor, uma das ordenanças de Cristo para a igreja.

Quando se fala de ordenança, fala-se de um rito simbólico, ordenado por Jesus para ser observado em todo o tempo, como expressão figurativa das verdades centrais da fé cristã. Os elementos da Ceia do Senhor, são marcas que potencializam a nossa fé em Cristo, induzindo-nos a proclamar a sua morte, ou seja, os efeitos da Sua obra redentora, até que Ele volte.

Talvez fosse melhor ler: “Este cálice é a nova aliança que me custa o sangue”. Sim, o Novo Pacto, foi estabelecido pelo derramar do sangue de Jesus.  O Antigo Pacto entre Deus e Seu povo, foi estruturado na Lei Mosaica que dizia: “Se guardardes” (Êxodo 19:5). Todavia, no Novo Pacto, Deus afirma: “Eu farei!” (Hebreus 8:10-12). Este Pacto é incondicional e foi constituído com melhores promessas. No Pacto Mosaico, a obediência era produzida pelo temor, enquanto que no Novo Pacto, é produzida pelo amor, resultado de uma obra do Espírito Santo no coração e mente do homem (Hebreus 8:10). A partir deste ponto, aquele que entrou em aliança com Deus, está plenamente identificado com Cristo. Tal condição, se manifesta como uma chama que arde no coração, de maneira que, Jesus, a Palavra, o Reino, o Céu e as coisas espirituais, ocupam a primazia na vida de quem se fez participante do Novo Pacto.

Momento de reflexão: Tenho ensinado na igreja sobre a obediência. Não obstante, alguém pode perguntar: Se a obediência é por amor e não por imposição, por que falar sobre o tema? Na verdade, há um ponto a ser atingido: levar o cristão a pensar sobre a sua relação com Deus. Como disse, para quem participa do Pacto, não há, em seu coração, dificuldade em obedecer a Deus. Você possui alguma?

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves