Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.  Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:15-16).

Um dos elementos mais atrativos nas diversas religiões, é a possibilidade de exercer controle sobre as ações de Deus. Através de uma espécie de sacrifício, elas asseguram que o resultado dos esforços geram recompensas. Os israelitas, no deserto, nos dão uma pista a respeito do que estamos falando: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós…” (Êx 32.1a). Em outras palavras, “queremos um deus que faça as coisas como nós queremos”.

Desde pequenos nos ensinaram que a única maneira de triunfar na vida é controlando aqueles que estão ao nosso redor. Nosso Deus, todavia, não se encontra neste sistema perverso. Ele está muito além das nossas manobras. Quem O conhece sabe que Ele está trabalhando a nosso favor (Is 64:4), pois o seu amor é um amor incondicional. Observo ainda que, enquanto os filhos querem santificar suas vidas e amar a Deus por aquilo que Ele é, os religiosos estão a procura das bênçãos. Enquanto os filhos buscam a Sua face (Sl 27:8), os religiosos buscam as Suas mãos. Pense sobre isso!

Pr. Natanael Gonçalves