Riquezas infindáveis (Ler Romanos 6.4-11) 

Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele… (Filipenses 3.10). 

Se eu perguntasse: o que vocês necessitam para conhecer melhor a Jesus? É bem provável que a resposta seria algo assim: estudos bíblicos, tempo a sós com Deus, oração, uma boa igreja e talvez cursar um seminário. Todas estas coisas são válidas, mas, segundo a opinião de Paulo, lhes falta um componente chave. Paulo não escreveu entender intelectualmente, mas “para o conhecer”. Alguns limitam o conhecimento de Jesus, unicamente à informação. Para Paulo, a pessoa de Cristo estava sempre em primeiro plano. Nunca negou a necessidade de estudar profundamente, e ele gostava de fazê-lo, porém, jamais divorciou o ensino de seu Autor. 

O apóstolo conectou “o poder da sua ressurreição” e “a comunhão de seus sofrimentos” com a conjunção “e”. É impossível separá-las, pois cada um dos elementos é similar aos dois lados de uma mesma moeda: um não existe sem o outro. Ele tinha como meta principal o conhecimento do Salvador, por isso considerava essas duas coisas. Contrariamente, a maioria de nós se limita apenas a uma: queremos conhecer o poder da ressurreição do Senhor. A participação ou a comunhão de seus sofrimentos, contudo, não nos interessa e se fosse possível, a todo custo o evitaríamos. Para conhecer a Cristo, no entanto, é necessário um compromisso mais forte e um caminhar mais íntimo. Saiba, porém que riquezas infindáveis nos esperam! 

Reflita sobre isso e que Deus abençoe o seu coração, 

Pr. Natanael Gonçalves