E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. (Gn 50.19–20). 

Podemos conviver com muitas dificuldades, porém quando percebemos que temos sido tratados com injustiça, nos sentimos traídos no mais profundo de nosso ser. O cristão deverá aprender a lidar corretamente com as injustiças para evitar um processo que lhe tire a alegria e a paz. Nada ilustra isso com tanta força como a vida dos irmãos de José.

O texto de hoje nos dá pistas acerca de duas coisas que haviam ajudado a José superar a crise. Em primeiro lugar, José entendia que ele não estava no lugar de Deus e que julgar a seus irmãos era algo que não lhe dizia respeito. Em segundo lugar, José tinha uma convicção profunda de que Deus estava por traz de tudo. Isto é algo fundamental para o cristão. Com frequência, nossa primeira reação em situações de injustiça é questionar a bondade de Deus, perguntando por que Ele permitiu tal ocorrido.

Passaram-se anos antes de José perceber o “bem” que o Senhor tinha em mente quando permitiu que a tragédia tocasse tão de perto a sua vida. No entanto, a convicção de que Deus pode converter as piores maldades em bênçãos, sempre existiu, e isto, guardou o seu coração da amargura e do rancor.

Momento de reflexão: Como cristão, você é convicto de que Deus tem o controle de tudo? Qualquer um de nós pode passar por situações de injustiça e outros tantos problemas, todavia, é bom saber que os olhos do Senhor estão sobre os Seus filhos e que a Sua intenção é promover o bem em nossa vida.