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PROBLEMA: Com base em 2 Macabeus 12:46, os católicos romanos acreditam que orar pelos mortos para libertá-los de seus pecados é um cuidado salutar e santo. Entretanto, Davi recusou-se a orar pelo seu filho depois que ele morreu. A Bíblia nos ensina que devemos orar pelos mortos?

SOLUÇÃO: Nada há nas inspiradas Escrituras que dê suporte à doutrina católica de se orar pelos mortos, para ficarem livres de seus pecados. Há forte evidência disso em muitas passagens. Primeiro, o único versículo que dá algum suporte a orações pelos mortos vem de 2 Macabeus, livro apócrito do século II a.C., que a Igreja Católica Romana acrescentou à Bíblia no ano 1546 a.D., em resposta à Reforma, que condenava tais práticas. Segundo, a doutrina de orações pelos mortos está ligada à doutrina não-bíblica do purgatório. As orações têm o propósito de libertar as pessoas mortas desse local. Porém não há base alguma para a crença no purgatório. Terceiro, em parte alguma de todos os livros inspirados da Bíblia pode-se encontrar um único caso de alguém ter orado para que algum morto fosse salvo. É certo que com toda a paixão com que muitos crentes desejaram que seus queridos fossem salvos (cf. Rm 9:1-3), seria de se esperar que houvesse pelo menos um caso de alguém ter orado pelos mortos e obtido a aprovação de Deus. Quarto, a Bíblia deixa bem claro, e de forma categórica, que a morte é o final e que não há esperança depois dela. O livro de Hebreus declara: “aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo” (Hb 9:27). Jesus falou, a respeito dos que o rejeitaram, que morrerão em seus pecados (Jo 8:21, 24), o que implica pecado. Quinto, Jesus nos deu o exemplo em João 11, ao chorar pelos mortos e orar pelos vivos. Aproximando-se do túmulo do seu amigo Lázaro, Jesus chorou”(v. 35). Depois ele orou pela “multidão presente, para que creiam que tu me enviaste” (v. 42).