sensual

PROBLEMA: A Bíblia condena a concupiscência da carne e a sensualidade (Rm 6:6; Gl 5:16-21; 1 Jo 2:16). Contudo este Cântico de amor está cheio de expressões sensuais e propostas sexuais (cf. 1:2; 2:5; 3:1; 4:5).

SOLUÇÃO: A Bíblia não condena o sexo, apenas o sexo pervertido. Deus criou o sexo (Gn 1:27) e ordenou que fosse desfrutado dentro dos limites do casamento monogâmico e sob o relacionamento do amor. As Escrituras declaram: “Alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Pv 5:18-19). Depois de advertir àqueles que proíbem o casamento (1 Tm 4:3), o apóstolo declara que “tudo que Deus criou é bom” (v. 4), e prossegue falando do Deus “que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (6:17). O livro de Hebreus destaca que “digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13:4). Deus tem consciência de que as pessoas normais têm desejos sexuais, mas ele acrescenta: “mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2). Assim, o sexo em si não é pecado, assim como os desejos sexuais também não o são. Deus os criou com a pretensão de que fossem desfrutados dentro dos laços de amor de um casamento monogâmico. O Cântico dos Cânticos de Salomão é um exemplo de como o amor sensual deve expressar-se no casamento, dado com a autoridade divina.