Por que a pena de morte era comutada, no caso de alguns assassinos?

PROBLEMA: Números 35:31 ordena: “Não aceitareis resgate pela vida do homicida, que é culpado de morte: antes, será ele morto”. Entretanto, com respeito ao culpado, Êxodo 21:30 diz: “Se lhe for exigido resgate, dará então como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido”. Mas, no que diz respeito à punição de assassinos, estas instruções se contradizem.

SOLUÇÃO: A razão da diferença está claramente estabelecida no texto. Num caso, tratava-se de um assassinato intencional e, no outro, era apenas um homicídio devido a uma negligência. No primeiro caso havia malícia, mas no segundo não havia intenção de cometer o mal. De fato, neste último, o culpado realmente não tinha ele mesmo tirado a vida de outra pessoa. Ele simplesmente fora negligente ao confinar um touro que tinha a fama de chifrar as pessoas (Êx 21:28-29). Então, nesse caso, uma multa podia ser aplicada no lugar da pena de morte.