ressurreicao

PROBLEMA: As Escrituras ensinam que todas as pessoas serão corporalmente ressuscitadas do túmulo (Cf. Dn 12:2; 1 Cor 15:22; Ap 20:4-6). Com efeito, Jesus disse que um dia “todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão” (Jo 5:28-29). Entretanto, Jó parece dizer exatamente o contrário: “aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir” (Jó 7:9 cf. também Jó 14:12; Is 26:14; Am 8:14).

SOLUÇÃO: Como as três primeiras passagens acima citadas claramente revelam, haverá uma ressurreição de todos os mortos, tanto do justo como do injusto (At 24:15, cf. Jo 5:28-29). O próprio Jó demonstrou crer na ressurreição, ao declarar: “Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19:26). O que ele quis dizer quando disse que aquele que desceu ao túmulo não mais dele sairá (7:9) é explicado logo no versículo seguinte: “nunca mais tornará à sua casa” (v. 10). Em outras palavras, aqueles que morrem não voltam à sua vida mortal de novo. Com efeito, a ressurreição é para uma vida imortal (1 Co 15:53), não para a mesma vida mortal que se tinha. Jó 14:12 não declara que não haverá nenhuma ressurreição, mas que isso não ocorrerá “enquanto existirem os céus”, ou seja, até o fim dos tempos (Dn 11:40; cf. 12:1-2; Jo 11:24). De fato, a passagem realmente ensina a ressurreição. Jó apenas disse que ficaria escondido no túmulo esperando até um tempo determinado em que Deus se lembraria dele (14:13), na ressurreição. De igual forma, a passagem de Isaías (Is 26:14) não nega a ressurreição, mas é confirmada num versículo mais adiante, claramente: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão… e a terra dará à luz os seus mortos” (Is 26:19). Obviamente, então, o sentido do versículo 14 é: “mortos não tornarão a viver” até a ressurreição. A memória dos ímpios perecerá no cenário deste mundo. Somente com o surgimento do cenário celestial é que eles de novo se levantarão. Ainda, alguns textos que parecem negar a ressurreição (por exemplo, Am 8:14), apenas referem-se ao fato de que os inimigos de Deus caem, para não mais se levantarem em oposição. Eles jamais retomarão a sua capacidade de influenciar o povo de Deus, como acontecia antes. Em resumo, Deus derrotou os seus inimigos definitivamente.