homicídio

 

PROBLEMA: A Bíblia diz que “o Senhor lhes suscitou libertador” (Jz 3:15) para que Israel se livrasse de seu opressor, o rei Eglom, de Moabe. Então (v.21), relata como esse homem, Eúde, “estendendo a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e lho cravou no ventre” [de Eglom]. Como o Deus que proíbe o homicídio (Êx 20:13) perdoa um homicídio tão brutal como esse? 

SOLUÇÃO: Este incidente, e outros semelhantes (cf. Jz 4:21), são todos um bom exemplo do princípio que diz “que nem tudo o que a Bíblia relata é aprovado por ela”. Em primeiro lugar, o texto não diz que Deus aprovou esse ato tão vil. Ele simplesmente conta o que aconteceu. Segundo, o fato de que Deus “suscitou” Eúde não justifica tudo o que ele fez. Deus levantou também Faraó (cf. Rm 9:17), mas o Senhor assim mesmo o julgou por seus pecados (cf. Êx 12). Terceiro, há muitos pecados contidos na Bíblia que não são aprovados por ela. Entre esses citam-se a mentira de Abraão (Gn 20), o pecado de Davi com Bate-Seba ( 2Sm 11 ) e a poligamia de Salomão (1 Rs 11). Quarto, conquanto os homicídios propriamente dito sejam pecados, Deus reserva a si o direito à vida (Dt.32:39; Jó 1:21). Ele toma a vida de quem quer, porque foi Ele quem a deu, e o faz por meio de qualquer instrumento a sua escolha, seja natural ou não (veja os comentários de Josué 6:21).