PROBLEMA: Paulo parece ter proibido discussões teológicas quando ele instruiu Timóteo, a respeito dos crentes: “para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam” (2 Tm 2:14), e quando lhe disse “E repele as questões insensatas e absurdas” (2 Tm 2:23). Por outro lado, o próprio Paulo discutiu com os judeus em suas sinagogas (At 17:2, 17) e debateu com filósofos no Areópago (At 17:18ss). De fato, Judas exortou-nos a batalhar “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3).

SOLUÇÃO: Uma distinção precisa ser feita entre os dois sentidos do que seja argumentar ou discutir. Argumentar não é necessariamente algo errado, mas devotar-se ardentemente a isso é. Devemos batalhar pela fé, mas devemos fazer isso sem contendas. Fazer com toda seriedade um esforço para defender a fé é algo bom (cf. Fp 1:17; 1 Pe 3:15). Mas engajar-se em disputas infrutíferas não é bom. De igual forma, Paulo não se opôs quanto a discutir qual o real sentido das palavras num determinado contexto – ele se opôs simplesmente a ardorosas disputas semânticas.