mortosvivos

PROBLEMA: A Bíblia repetidamente apela ao incrédulo, quando diz, por exemplo: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (At 16:31). Entretanto, essa passagem declara que os incrédulos estão mortos em seus pecados. Mas os mortos nada podem fazer, muito menos crer.

SOLUÇÃO: A palavra “morte” na Bíblia não deve ser entendida como aniquilação, mas como separação. Isaías disse: “As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). Se a morte fosse a aniquilação total, então a segunda morte seria uma aniquilação eterna, mas a Bíblia declara que os perdidos permanecerão continuamente separados de Deus, tal como aquele rico no inferno (Lc 16), e a besta e o falso profeta, que “serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”(Ap 20:10). Na verdade eles serão lançados “vivos” no lago de fogo no início do reinado milenar de Cristo (Ap 19:20), e estarão ainda vivos ao se completarem os mil anos (20:10). Assim, a segunda “morte” é uma separação consciente de Cristo por toda a eternidade. Além disso, os crentes morrem fisicamente, mas as suas almas sobrevivem à morte e ficam em plena consciência na presença de Deus. Paulo disse: “estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5:8) e “tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1:23). De igual modo, a morte espiritual é também separação de Deus, e não aniquilação total. Adão e Eva, por exemplo, morreram espiritualmente no momento em que comeram o fruto proibido (Gn 3:6; cf. Rni 5:12), contudo permaneceram com vida e puderam até mesmo ouvir a voz de Deus falando-lhes (Gn 3:10). Assim, mesmo que a imagem de Deus no homem depois da queda tenha sido afetada, ela não foi apagada. Ela foi danificada, mas não destruída. Dessa forma, pessoas não salvas podem ouvir, entender o Evangelho e crer para serem regeneradas – revivificadas espiritualmente (Ef 2:8-9; Tt 3:5-7).