PROBLEMA: O salmista declarou que “a lei do Senhor é perfeita” (SI 19:7). Ela revela o real caráter de Deus (cf. Lv 11:45). Entretanto, o autor de Hebreus insiste em que “a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma” (Hb 7:19), e assim Deus providenciou uma “superior aliança” (Hb 7:22). Ele argumenta que isso não teria sido necessário “se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito” (Hb 8:7). Assim, quem está com a razão? A lei é perfeita ou imperfeita?

SOLUÇÃO: A lei é perfeita em sua natureza, mas imperfeita em seus resultados. Ela é uma perfeita expressão da justiça de Deus, mas é um meio imperfeito para tornar o homem justo. Com certeza, isso não foi uma falha na lei em si, nem no propósito pelo qual ela foi dada por Deus, porque a lei nunca teve o propósito de redimir os pecadores (Tt 3:5-6; Ri 14:5), mas de revelar o pecado. Como um padrão e um meio de revelar o pecado, a lei foi uma norma e um mestre impecáveis. Mas ela foi apenas um “aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gl 3:24). Como um espelho, a lei tinha o propósito de revelar as nossas imperfeições ao olharmos para ela; mas ela, tal como o espelho, não tinha o propósito de corrigir as nossas imperfeições. A lei, portanto, é perfeita em si mesma, como uma norma e como o que revela o pecado, mas é imperfeita como um meio de nos capacitar a vencer o pecado.