No editorial de hoje, meu propósito é levar você, com os olhos da mente, a enxergar o que estava ocorrendo com o povo de Israel. Se vermos a partir de uma perspectiva correta, isto nos proporcionará ensinamentos práticos para a nossa vida cristã. Leiamos o texto de Josué 3.14-16:

E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca do concerto diante do povo. E, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os pés dos sacerdotes que levavam a arca se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que está da banda de Sartã; e as que desciam ao mar das Campinas, que é o mar Salgado, faltavam de todo e separaram-se; então, passou o povo defronte de Jericó.

Agora, feche os olhos, exercite sua imaginação, e veja o povo acampado do lado de cá do rio Jordão. Jericó estava do outro lado. Eles precisavam atravessar o rio que, naquela época, transbordava sobre as suas ribanceiras. O exército necessitava passar para o outro lado e chegar a Jericó, cidade que deveriam conquistar. À frente deles estava a terra prometida, contudo, havia obstáculos a serem transpostos. O verso 5 do mesmo capítulo, nos mostra uma chave para a vitória do povo: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós”.  Como você se sente a respeito de seu amanhã, do futuro? Você está na expectativa? Um sinal certo de que você está em comunhão com o Deus vivo é crer no futuro mais que no passado. Josué prometeu um amanhã cheio de maravilhas para os israelitas. Para nós, cujos os olhos, estão fitos em Cristo, há muita coisa de Deus para acontecer. Coisas maravilhosas. No entanto, assim como para eles havia o Jordão a ser transposto, para nós, há, muitas vezes, o rio das perplexidades da vida. Para atravessarmos esse rio, precisamos ter vidas consagradas, separadas e santificadas para o nosso Deus e Pai.

Agora, preste atenção: Para os israelitas, havia a promessa de que quando as solas dos pés dos sacerdotes tocassem o Jordão, teria início a maravilhosa separação das águas. Foi o que ocorreu? Vejamos: tão logo os sacerdotes tocaram com os pés às águas, aparentemente nada aconteceu. As águas continuaram a correr, o rio não secou e tudo, aos olhos do povo, continuava na mesma. Deus falhou? Falou Ele, e não cumpriu? Não. Nosso Deus não falha! Posso ver com os olhos da mente, Josué animando os sacerdotes: “Fiquem firmes!” “Não retrocedam”! Deus prometeu e não falhará!  Se você ler com cuidado o texto, verá que assim que os sacerdotes tocaram com os pés nas águas, elas pararam em um montão, perto da cidade de Adã, que ficava acerca de uns trinta quilômetros rio acima. Ou seja, as águas pararam lá em cima, e os sacerdotes, como Josué, tiveram que ficar parados dentro da água. O que ficaram fazendo? Penso que estavam orando, confiando e esperando. Pouco a pouco as águas foram baixando e logo o rio estava seco. Assim, começaram a ver as maravilhas do Senhor.

O que este episódio nos ensina? Temos promessas de Deus para nós, mas às vezes é preciso entrar no rio das dificuldades, das lutas, dos problemas e orar, confiar e esperar. Temos que entrar na água.

Para refletir: Lembre-se que o povo foi conclamado a santificar as suas vidas. Não obstante, o que teria acontecido se os sacerdotes tivessem saído das águas?  Teria o povo presenciado o milagre?

N’Ele que disse: passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não passarão,

Pr. Natanael Gonçalves