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O Conhecimento de Deus – Parte III

O assunto é de suma importância para nós, cristãos. Quando falamos sobre o conhecimento de Deus, tratamos de expor um caminho para tal. Por isso, nos editoriais anteriores, procuramos mostrar alguns pontos necessários para que esse conhecimento seja, de fato, efetivo, ainda que, em nossa condição humana, a limitação faça parte integrante de cada um de nós. Só para lembrar, terminamos a última publicação com dois aspectos cruciais para caminhar na via do conhecimento. Ficamos com o primeiro hoje: Descobrir onde podemos encontrar uma informação fiel a respeito do Todo Poderoso. A resposta cristã é inequívoca: “na Bíblia, a Palavra de Deus!”

Não vamos explorar o vasto tema da origem, da redenção ou do cânon das Escrituras. Tampouco expor o conceito da inspiração bíblica para contestar aos muitos intentos de desacreditá-la. Neste momento, usamos poucas linhas para recordar que o Deus que realmente existe, não está calado, mas que Ele tem Se revelado ao longo da história humana e que a essência da Sua revelação, se acha calcada nas Escrituras. Portanto, o verdadeiro cristão sabe que é impossível se informar a respeito de Deus e, ao mesmo tempo, descuidar-se da revelação bíblica.

Nenhuma pessoa que tenha negligenciado a leitura e o estudo das Escrituras possui autoridade moral para questionar a existência e a natureza de Deus, pois elas se constituem no único depósito confiável e autorizado da fé. A mensagem cristã acerca de Deus não descansa somente sobre o testemunho subjetivo dos que creem, senão também sobre a revelação de Deus mediante seus grandes atos históricos realizados ao longo dos séculos e registrados em Sua Palavra, a coerência da qual é, para nós, uma da maiores evidências de sua autenticidade.

Antes de finalizar, observo que o cristianismo sustenta algumas pretensões exclusivistas, tais como:

– A Bíblia é a Palavra de Deus!, a única mensagem que leva o selo da autoridade divina. A contradição: O certo é que, se a Bíblia é a verdade, as demais religiões são falsas, e, se as demais religiões são caminhos legítimos para conhecer a Deus, então a Bíblia tem que ser falsa.

– Jesus é o Filho de Deus, o Deus feito homem. É o mais perfeito reflexo e a mais exata representação da divindade que o ser humano é capaz de compreender e, portanto, o meio perfeito pelo qual podemos chegar a conhecer a Deus.

– A obra redentora de Jesus é o único meio através da qual o homem pecador pode ter acesso ao Deus Santo.

– Somente por meio da obra regeneradora de Cristo pode o homem conhecer uma autêntica relação pessoal com Deus.

Essas pretensões poderiam ser risíveis se não fossem uma série de elementos históricos. Observe que eles não podem ser ignorados por ninguém que deseja fazer uma investigação séria do tema. Que elementos seriam esses? Cito pelo menos alguns: Os milagres de Jesus, a sua ressurreição e o testemunho dos discípulos.

Temos vários testemunhos na atualidade de pessoas que eram ateias, e, ao estudarem sobre o tema, se renderam aos pés do Senhor. Lee Strobel, um jornalista que era ateu, é um desses. 1

Finalizo deixando um texto para sua meditação:

2 Timóteo 3:16-17: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus [quer dizer, o homem que conhece a Deus e vive segundo a sua vontade]   seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

        1. Recomendo pelo menos dois livros de Lee Strobel: Em defesa de Cristo e Em defesa da fé.

continua…