O Salvador chegou!

Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria (Lucas 2.1-7).

César Augusto era o governante, mas Deus estava no controle, pois usou o edito do imperador para levar Maria e José a percorrer os quase 130 quilômetros que separavam Nazaré́ de Belém. A cada catorze anos, o governo romano realizava um censo com fins militares e fiscais, e todos os homens judeus tinham de voltar à cidade de seus antepassados para registrar seu nome, ocupação, propriedades e família. Ao declarar: “Que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lc 1:38), Maria estava dizendo que, dali em diante, sua vida faria parte do cumprimento da profecia divina. Deus prometera que o Salvador seria um ser humano, não um anjo (Gn 3:15, Hb 2:16), um judeu, não gentio (Gn 12:1-3; Nm 24:17). Viria da tribo de Judá́ (Gn 49:10), da família de Davi (2 Sm 7:16), e nasceria de uma virgem (Is 7:14) em Belém, a cidade de Davi (Mq 5:2).

Tudo isso se deu exatamente como as Escrituras haviam dito e, mesmo sem saber; César teve um papel importante. O ex-presidente dos Estados Unidos James A. Garfield disse que a história é “o rolo aberto da profecia”. Se nossa vida é controlada pela Palavra de Deus, os acontecimentos da história servem para nos ajudar a cumprir a vontade do Senhor. “Porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1:12).

Maria e José eram esposo e esposa, mas uma vez que só́ consumaram o casamento depois do nascimento de Jesus, ela é referida como sendo “desposada com José” (Mt 1:18-25). A viagem deve ter sido muito difícil para ela, porém Maria alegrou-se em fazer a vontade de Deus e, sem dúvida, ficou contente em poder afastar-se das línguas soltas de Nazaré. Naquele tempo, as mães embrulhavam os bebês em longas faixas de tecido para proteger e apoiar os braços e as pernas. O termo traduzido por “manjedoura” (Lc 2:7, 12, 16) também é usado em Lucas 13:15 e pode significar um cocho (comedouro) ou um cercado para animais. Ao visitar a Terra Santa hoje em dia, ainda é possível ver cochos de pedra, provavelmente do mesmo tipo daquele em que Maria colocou o menino Jesus. Muitos estudiosos acreditam que Jesus nasceu numa caverna que costumava ser usada como abrigo para animais, não numa cabana de madeira, como as que vemos nos presépios modernos. O nome Belém significa “casa do pão”, lugar ideal para o nascimento do “pão da vida” (Jo 6:35). A rica herança histórica dessa cidade incluía fatos importantes, como a morte de Raquel e o nascimento de Benjamim (Gn 35:16-20), e também os feitos heroicos de Davi. É interessante lembrar que o nome Benjamim significa “filho da minha destra” (filho da minha mão direita), e o nome Davi, significa “amado”.  Estes dois nomes se aplicam ao Senhor Jesus, porque Ele é o Filho Amado (Lucas 3:22), a destra de Deus (Salmo 110:1).

É tempo de celebração! Para o cristão, celebrar o nascimento de Jesus, mesmo não tendo ocorrido em 25 de dezembro, significa alegria e gratidão a Deus pela vinda do Salvador. Aquele que recebeu a maior de todas as bênçãos (a salvação), pode e deve celebrar, com grande regozijo, o presente de Deus para todo aquele que Nele crê (João 3:16).

Que você tenha um natal muito abençoado junto à sua família, 

São os nossos desejos,

IBN – Igreja Batista das Nações

Pr. Natanael Gonçalves