Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo (Colossenses 1.10-11).

O pedido de Paulo em favor dos cristãos colossenses foca três pontos interessantes, não só para eles, mas também para todos nós como indivíduos e igreja.  Ele ora para que sejam fortalecidos em toda paciência, longanimidade e alegria.

Chamo atenção para duas palavras no texto. A primeira, que é traduzida na versão ARA por perseverança e na ARC por paciência. A palavra grega é hupomone. Paciência não significa inclinar a cabeça e esperar baixar a maré dos acontecimentos sem oferecer resistência. Na verdade, o termo exprime a habilidade de suportar situações complicadas e transformá-las em glória. Trata-se de uma paciência conquistadora. Hupomone é a capacidade de tratar vitoriosamente qualquer coisa que a vida coloca diante de nós.

A segunda palavra é makrothumia, a qual é traduzida em ambas versões por longanimidade. Ela também carrega o sentido de tolerância e paciência e, isto, aponta para o significado de “paciência com as pessoas”. É uma qualidade de mente e coração que permite suportar as pessoas desagradáveis, maliciosas e cruéis sem se amargurar e, acrescento: sem que o comportamento delas faça com que haja desespero ou irritação, e nem tampouco, que a falta de amor delas venha alterar o amor no coração de quem é longânime. Makrothumia é o espírito que nunca perde a paciência com as pessoas, e nem deixa de acreditar e esperar nelas, ou servi-las.

Assim é que Paulo pede a Deus pelos cristãos de Colossos. Ele pede hupomone, a paciência que não se deixa dominar em nenhuma situação e makrothumia, a longanimidade que nenhuma pessoa pode derrotar. O desejo de seu coração é que os cristãos sejam tais que, nenhuma circunstância possa derrotar sua força e nenhum ser humano possa derrotar seu amor. A paciência do cristão diante das circunstâncias, bem como a sua longanimidade com as pessoas, deve ser indestrutível.

Paulo, todavia, não para por aí. Ele acrescenta pedindo o gozo, isto é, a alegria. A vida do cristão não é uma luta desagradável com as circunstâncias ou com as pessoas, mas uma radiante atitude que brilha neste mundo de trevas. A alegria cristã se mantém em quaisquer circunstâncias. Uma frase atribuída a C.F.D. Moule sintetiza de forma brilhante: “Se a alegria não está enraizada no solo do sofrimento, é superficial!” É fácil estar alegre quando as coisas vão bem, mas é bom saber de uma coisa: a caminhada cristã é algo que não pode abafar todas as sombras da vida. Por isso, a oração de Paulo. Simplificando, poderíamos orar assim: “Dá-me, Senhor, a vitória sobre todas as circunstâncias, a paciência com todos e a alegria que nenhuma situação e nem, tampouco, pessoa alguma neste mundo, possa roubar”. Reflita sobre isso!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves