selva

Uma arma chamada oração.

Algumas vezes tenho tratado do tema da oração aqui no site. Você pode ler aqui e aqui e ainda fazer uma busca que encontrará várias postagens sobre o tema. A oração faz parte daquele conjunto de armadura relatado em Efésios 6.10-19. Todavia, muitos cristãos não são afeitos à oração. Por que será? Bem, mesmo não usando a oração como uma arma, ela reflete o nosso relacionamento com Deus. Por outro lado, muitos homens e mulheres de Deus dedicam um tempo diário à oração. Aliás, estes, estão ligados o tempo todo com o Senhor. Para todos aqueles que se disciplinam e voltam seus corações para essa relação com o Pai, não poucas vezes o Espírito de Deus os leva sentir um desejo de urgência e orar por alguém. Pode ser que conheçam ou não, simplesmente obedecem. Vou relatar o testemunho de um missionário que, vivendo na África, contou essa história na sua igreja, quando retornou ao EUA. Diz ele:

Enquanto eu servia em um pequeno hospital na África, a cada duas semanas eu ia, de bicicleta, passando pela selva, até uma cidade próxima para comprar provisões. Esta era uma jornada de dois dias e era necessário acampar à noite, na metade do caminho. Em uma dessas jornadas, cheguei à cidade onde planejava sacar meu dinheiro no banco, comprar medicamentos e provisões, e depois iniciar meus dois dias de jornada de regresso ao hospital. Quando cheguei à cidade, observei dois homens brigando e um deles havia sido seriamente ferido. Tratei dos seus ferimentos e ao mesmo tempo lhe falei do Senhor Jesus. Viajei por dois dias, acampando à noite e chegando em casa sem nenhum incidente.

Duas semanas depois, repeti a jornada. Quando cheguei à cidade, fui abordado por aquele homem, cujas feridas eu havia tratado. Ele me disse que sabia que eu levava dinheiro e provisões. Prosseguiu dizendo-me: “Alguns amigos e eu te seguimos até a selva, sabendo que você ia acampar à noite. Nós planejamos matar você e tomar o seu dinheiro e medicamentos. Todavia, justamente quando íamos ataca-lo, vimos que você estava protegido por 26 guardas armados.

Então, ao ouvir aquilo, comecei a rir e lhe disse que, com certeza, eu estava sozinho no lugar onde acampei, no meio da selva. O homem apontou em minha direção e me falou: “não senhor, você não estava só, pois eu vi os guardas. Meus cinco amigos também os viram e nós contamos. Por conta desses guardas, te deixamos tranquilo.”

O missionário estava contando essa experiência no sermão que pregava em sua igreja no estado de Michigan, quando um dos irmãos se pôs em pé, interrompeu o seu testemunho e lhe perguntou: “você pode dizer exatamente o dia em que isso aconteceu? O missionário respondeu e aquele irmão relatou outra coisa espantosa. Ele disse: na noite desse seu incidente na África, aqui era manhã e eu estava me preparando para ir jogar golfe. Estava pronto para sair de casa quando senti a urgência de orar por você. De fato, o sentido dessa urgência era tão forte que chamei vários homens da igreja para reunirmos aqui, no santuário, e clamar a Deus pelo irmão. Poderiam os homens que se reuniram comigo aqui naquele dia, porem-se em pé? Então, todos os homens que se reuniram naquele dia se puseram em pé. O missionário ficou surpreso quando aquele homem começou a contá-los. Eram 26.

Este testemunho é um exemplo incrível de como o Espírito de Deus se move de maneira tremenda e misteriosa. Depois que você leu, espero que ele sirva como estímulo e exortação para você se disciplinar e gastar mais tempo em oração. É claro, como disse no início, a oração é resultado da nossa relação com Deus. Se o nosso coração queima pelo Senhor, se temos esta chama acesa em nós, a oração é um momento prazeroso de relacionamento. Se assim não for, não é oração, é reza.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves