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A fé e as circunstâncias – Parte 1 

João 11:40 – “Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?”

Como dissemos anteriormente, em seus últimos dias aqui na terra, Jesus procurou fortalecer a fé de três grupos de pessoas. Na publicação anterior, abordamos os seus seguidores. Hoje tratamos das irmãs de Lázaro. Fique atento (a)! Há uma mensagem muito forte para você nesse texto.

  1. As irmãs. 

Leia Jo 11:17-40

Jesus preocupava-se não apenas com a fé dos discípulos, mas também com a fé de Maria e Marta (Jo 11:26,40). Cada experiência de sofrimento e de provação deve aumentar nossa fé, mas esse tipo de crescimento espiritual não é automático. É preciso responder de modo positivo à Palavra e ao Espírito de Deus. Jesus havia enviado uma promessa às duas irmãs (Jo 11:4) e estava prestes a descobrir como haviam recebido sua mensagem. O acontecimento registrado em Lucas 10:38-42 deixa claro que Marta e Maria tinham personalidades bem diferentes. Marta era trabalhadora e ativa, enquanto Maria, em devoção, se assentava aos pés de Jesus para ouvir suas palavras. Jesus não condenou Marta por trabalhar, mas a repreendeu por ficar dividida entre tantas atividades. Precisava definir suas prioridades e concentrar seus esforços nas coisas que agradariam a Deus. Não é de surpreender que Marta corra ao encontro de Jesus, enquanto Maria fica em casa, chorando com suas amigas. Uma vez que, posteriormente, Maria repetiu o que Marta havia dito quando saudou Jesus (…se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido – Jo 11:32), é provável que as duas irmãs tenham repetido essas palavras com frequência uma para a outra, enquanto esperavam Jesus chegar. Apesar de haver, talvez, certo tom de decepção nessa declaração, ela também mostra a fé dessas mulheres, pois ninguém jamais havia morrido na presença de Jesus.

Marta não tardou em declarar sua fé em Jesus (Jo 11:22), e ele respondeu a essa fé prometendo que seu irmão ressuscitaria. Jesus estava pensando na situação imediata, mas ela interpretou as palavras do Senhor como referindo-se à ressurreição futura no último dia (Dn 12:2,3; Jo 5:28,29). A resposta de Jesus é a quinta declaração de “Eu Sou”. É importante observar que Jesus não negou o que Marta havia dito sobre a ressurreição futura. Mas, com sua poderosa declaração de “Eu Sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25)”, consolou o coração dela. Quando por fé conhecemos a Cristo, não precisamos temer a sombra da morte. Se pertencemos a Ele, temos tudo o que precisamos na vida, na morte, no tempo e na eternidade!

Quando Maria levantou-se para ir encontrar Jesus, os amigos que ali estavam imaginaram que ela iria chorar junto ao túmulo e decidiram acompanhá-la. Qual não foi a surpresa de todos quando viram Jesus! Maria não disse muita coisa, pois se encontrava profundamente entristecida e logo começou a chorar. Seus amigos prantearam com ela, como era o costume do povo judeu. O termo usado nesta passagem significa “um pranto alto, uma lamentação”. Diante disso, Jesus sentiu seu espírito agitado e se comoveu. O que provocou essa reação em Jesus? A destruição causada pelo pecado no mundo que havia criado. Jesus sabia que Lázaro morrera (Jo 11:11), mas teve de perguntar onde estava sepultado. Jesus nunca usava seus poderes divinos em situações nas quais tivesse condições de recorrer a meios humanos. “Jesus chorou” é o versículo mais curto e mais profundo das Escrituras. Jesus chorou em silêncio, não em altos prantos, como os que lamentavam a seu redor. Mas por que chorou? Afinal, sabia que traria Lázaro de volta dos mortos (Jo 11:11). As lágrimas de Jesus revelam a humanidade do Salvador. Passou por todas as experiências de nossa existência e sabe como nos sentimos. Na verdade, por ser o Deus homem perfeito, Jesus experimentou tudo isso de maneira mais profunda do que nós. Os que estavam por perto consideraram as lágrimas de Jesus um sinal de seu amor. Mas houve quem perguntasse: “Se ele amava tanto seu amigo Lázaro, por que não fez algo para evitar sua morte?” Talvez tenham pensado que Jesus chorava por não mais poder fazer coisa alguma e, portanto, suas lágrimas eram de arrependimento. Em outras palavras, na verdade, nenhuma pessoa ali presente esperava um milagre! Nem mesmo os discípulos creram que Jesus ressuscitaria Lázaro! A única pessoa que declarou sua fé foi Marta (Jo 11:27) e, ainda assim, no ultimo instante, hesitou. “Abrir o sepulcro? A essa altura, já está cheirando mal!” (Jo 11:39). Jesus lembrou-a gentilmente da mensagem que lhe enviara pelo menos três dias antes (Jo 11:4), instando-a a crer nessas palavras. A verdadeira fé firma-se nas promessas de Deus e, desse modo, libera o poder de Deus. Marta cedeu, e a pedra foi removida. Glória a Deus!

Para refletir: Examine as suas circunstâncias. Há pedras que necessitam ser removidas para que algumas coisas voltem à vida? Firme-se nas promessas de Deus!

Que o Autor da vida te abençoe ricamente,

Pr. Natanael Gonçalves