Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela (Mateus 5.27-28).

Antes de entrar propriamente no tema, é bom ver com os olhos da mente o que Mateus registra nos versos 1 e 2 do mesmo capítulo: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los…”. Alguns estudiosos afirmam que Mateus descreveu a cena retratando o monte, para fazer um paralelo com a Lei que foi entregue no monte Sinai. Não podemos afirmar categoricamente esse ponto, mas, de qualquer modo, vemos Jesus entregando aos Seus discípulos e, provavelmente, a um grupo de pessoas mais próximas, a mesma Lei de Moisés. Todavia, Ele o fez, levando-a a um estágio mais profundo. Como disse anteriormente, o Senhor não trata simplesmente das ações externas do ser humano, mas toca na origem do problema: o coração! No monte Sinai, Deus deu a Moisés a Lei para entregar ao povo. Lá, naquele monte, o Deus encarnado complementa o que foi entregue no passado.

Destaco ainda, algumas particularidades concernentes ao pano de fundo que envolveu o contexto do ensino de Jesus. Note: os escribas e fariseus explicavam que os mandamentos somente eram transgredidos quando consumados pelas ações. Tal sentido, era dado ao mandamento sobre o adultério. Eles ensinavam que o pecado da infidelidade da esposa ou do esposo, consistia somente no fato da relação sexual realizada. Não davam importância aos pensamentos ou aos desejos pecaminosos que nasciam nos corações. Quando lhes convinha, eles eram severos para com aqueles que cometiam um adultério literal (João 8.1-11).

O cristão deve conformar-se com o que Deus determinou em Sua Palavra, e o seu caráter deve ser moldado ao caráter de Cristo. Jesus enfrentou um auditório com problemas muito comuns à sociedade daqueles dias. Será que hoje é diferente? O número de divórcio entre os cristãos é alarmante e cresce a olhos vistos. As desavenças, o desamor e a quebra de princípios estabelecidos por Deus, levam a relação matrimonial a um curto-circuito, a qual, fatalmente, deságua no divórcio.  Nesta pequena introdução, saliento que as imperfeições nas relações matrimoniais, sempre estiveram presentes. No entanto, quando o casal cristão adota como regra e prática, aquilo que o Espírito Santo determina em Sua Palavra, certamente o casamento será uma bênção, pois está sendo edificado sobre a estrutura sólida das Escrituras.

No caso em apreço, apontado por Jesus, o adultério não somente destrói casamentos, mas também a família. O ato abre feridas, produz dor, pranto e sofrimento. Mas, como se isto não bastasse, o pior sucede: a comunhão com Deus é quebrada.

Onde acontece o adultério? No quarto? Na alcova? Segundo Jesus, ele acontece primeiro em um coração manchado por paixões condenáveis diante de Deus. Nas próximas publicações trataremos desse tema e dos remédios que Jesus apresentou. Não perca!

Momento de Reflexão: Deus nos deu a Sua Palavra, a qual é uma carta de amor e de instrução para o homem. Quem faz dela o seu alimento e direção, será conduzido pelo caminho da realização e da satisfação. Quem deseja a bênção do Pai no casamento, deve obedecer aos princípios que Ele estabeleceu. Sugiro a leitura diária de Efésios capítulo 5. Isto diz respeito a você?

Em Cristo, o Senhor da glória,

Pr. Natanael Gonçalves