Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mateus 6:9).

Depois de iniciar a oração dirigindo-a ao Pai celestial, o cristão deve orar ocupando-se com a honra e com a glória de Deus: “santificado seja o teu nome.” Deve também ter em mente que o nome de Deus precisa ser considerado muito mais do que uma simples denominação, pois Ele é o Rei Supremo. Por outro lado, é importante observar que na cultura bíblica o nome identifica-se com a pessoa, logo, o nome de Deus em suas diferentes formas, revela o que Ele é.

O querer santificar o nome de Deus é a máxima expressão de respeito e reverência diante d’Ele. O cristão que possui uma perspectiva correta do Pai, deseja santificar o Seu nome por aquilo que Deus é, em Si mesmo. A expressão “santificado seja o teu nome”, revela a vontade de que se atribua a Deus a glória e a honra que Lhe pertencem. Meditando sobre este aspecto, lembro-me do profeta Isaías que afirmou: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor, e seja ele o vosso assombro” (Isaías. 8:13). O desejo de que Deus seja santificado por aquele que ora, anuncia que esse mesmo desejo nasceu na intimidade do seu coração. É preciso lembrar também que toda petição deve ser orientada para a glória de Deus e subordinada a ela. Assim orou o Senhor diante do iminente momento da Cruz, do sofrimento e do abandono: “Pai, glorifica o teu nome” (João 12:28).

Quando aquele que ora diz “santificado seja o teu nome”, ele está demonstrando que condiciona todos os seus pedidos à glória de Deus. Em outras palavras, estaria dizendo: “Senhor, o que fizeres por mim, ou o que me deres conforme a Tua vontade, que tudo seja para a glória do Teu nome.”  Se as petições forem feitas com o propósito de glorificar a Deus, elas estarão sempre de acordo com Sua vontade e não com a de quem ora. O propósito da oração, em todo o tempo, será um tema que busca glorificar a Deus. Isto significa muito mais do que receber um benefício pessoal ou uma bênção. Quando oramos, deveríamos antes perguntar se o motivo da nossa oração ou intercessão, glorificará a Deus. Pense sobre isso! Continuamos na próxima publicação.

Naquele que nos chama à oração,

Pr. Natanael Gonçalves