E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém! (Mateus 6:13).

O ensino de Jesus neste versículo diz respeito ao livramento da tentação. Alguns pensam que a tentação é um sinônimo de prova, todavia, é preciso compreender a diferença. A prova é uma concessão divina que procura o bem do crente em Cristo, enquanto que a tentação, procedente do maligno, procura levar o cristão à queda (Tiago 1:12-13). Assim, aquele que ora a Deus, como ensinou Jesus, ora pedindo para não entrar na esfera da tentação, a qual pode proporcionar uma queda. Tal pedido concorda com a instrução que o Senhor deu aos discípulos no Getsêmani: Orai, para que não entreis em tentação (Lucas 22:40). No grego, a frase; livra-nos do mal, segundo os linguistas, permite que o entendimento seja também: livra-nos do maligno, referindo-se a Satanás. Na tentação, o maligno trabalha para fazer o cristão cair. Então, quem ora, está pedindo a Deus que ele seja preservado do tropeço e da queda promovida pelo inimigo. Em outras palavras, que o cristão seja guardado pelo poder de Deus, sem cair no pecado, como consequência da ação do Tentador. Observe que o cristão está sob a ação opositora de Satanás e suas hostes e que esta guerra é contínua (Efésios 6:11,12). É importante saber que o diabo usará todos os seus recursos para fazer com que o filho de Deus caia na tentação (1 Pedro 5:8). Não obstante, na luta para resistir e vencer o maligno, uma das armas que o Senhor deu aos seus servos, é a oração (Efésios 6:11,18).

O pedido,  na instrução de Jesus, termina com uma doxologia, isto é, com louvor e adoração. Ao orar, o cristão afirma e reconhece o que Deus é, e, por esta razão, ele o louva e o adora. Quando oramos afirmando: teu é o Reino, e o poder, estamos reconhecendo que d’Ele é o reino, logo, Ele pode responder a oração com grandeza e a magnificência de quem é Rei. Além disso, vem a proclamação de Seu poder, ou melhor, a convicção da fé de quem o declara. Neste sentido, a oração terá o seu cumprimento, porque nada é impossível para Deus. Sim, esta foi a resposta que o Senhor deu a Abraão quando Sara riu ao ouvir a promessa do nascimento de um filho:  Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil? (Gênesis 18:14). Refletindo sobre o poder de Deus e a sua maravilhosa criação, o profeta exclamou: Ó SENHOR, meu Deus, com o teu grande poder e com a tua força, fizeste o céu e a terra. Nada é impossível para ti (Jeremias 32:17 NTLH). Há coisas que são absolutamente impossíveis aos homens, mas não são para Deus (Mateus 19:26; Lucas 18:27).

Finalizando, o texto conclui com o louvor a Deus expressando: “Tua é a glória!”  Assim, na súplica, a certeza da resposta nos conduz a glorificar a Deus, porquanto Ele é digno de receber toda a glória. Quem conhece a Deus, não só de ouvir falar, não pode deixar de louva-lo e de adorá-lo. Termino lembrando que os olhos do Deus de toda provisão, estão sobre os seus filhos e os seus ouvidos atentos às suas orações (1 Pedro 3:12).

Momento de Reflexão: A oração na vida do cristão não é coisa esporádica, mas diária, constante e permanente. A oração está para o cristão, assim como a respiração está para o corpo. Como o ser humano necessita do ar para viver, o cristão necessita da oração para estar em pé e resistir nos tempos difíceis. A guerra, a luta, e o deserto serão vencidos na batalha da oração. Hoje vimos que o Senhor nos instruiu a orar pedindo para sermos livres da tentação, como da ação de Satanás que opera malignidades em todas as áreas. Duas perguntas para você pensar: Como é a sua vida de oração? Você ora como o Senhor nos ensinou ao dar-nos um modelo de oração?

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves