Tentação de Jesus 4

A terceira tentação

Mateus 4:8-11.

Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.

Nessa tentação, Satanás oferece a Jesus um atalho para seu reino. Jesus sabia que teria de sofrer e de morrer antes de entrar em sua glória (Lc 24:26; 1 Pe 1:11; 5:1). Veja bem: Satanás sempre quis receber adoração, pois sempre quis ser Deus (Is 14:12-14). Adorar a criatura em lugar do Criador é a mentira que governa nosso mundo nos dias de hoje (Rm 1:24, 25). Não existem atalhos para a vontade de Deus. Se desejamos participar da glória, devemos participar antes do sofrimento (1 Pe 5:10).

Como príncipe deste mundo, Satanás tinha autoridade para oferecer esses reinos para Cristo (J0 12:31; 14:30), mas Jesus não aceitou a oferta. O Pai já havia prometido o reino a seu Filho! “Pede-me, e eu te darei as nações por herança” (SI 2:8). Encontramos a mesma promessa no Salmo 22:22-31, o salmo da cruz. Jesus o refuta com Deuteronômio 6:13: “O SENHOR, teu Deus, temerás, a ele servirás”. Satanás não havia dito nada sobre prestar culto, mas Jesus sabia que toda adoração implica servidão. Adoração e serviço andam juntos.

Derrotado, Satanás saiu de fininho, mas não deixou de tentar Jesus, como Lucas 4:13 deixa claro: “Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno”. Satanás usou Pedro para tentar Jesus a abandonar a cruz (Mt 16:21-23); por meio da multidão que havia sido alimentada, tentou Jesus a estabelecer seu reino da maneira mais fácil (J0 6:15). Uma vitória não garante jamais a liberdade de futuras tentações. Antes, cada experiência de vitória serve apenas para incentivar Satanás a tentar com mais afinco. Depois de derrotar Satanás, Jesus estava pronto para iniciar seu ministério. Nenhum homem tem o direito de chamar outros a obedecer enquanto ele próprio não tiver obedecido. Cristo provou ser o Rei perfeito cuja soberania é digna de nosso respeito e obediência.