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O Caminho da Loucura e da Morte – Parte 4 

Provérbios 6.29: Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar. 

Começamos em post anterior a ver as perdas e os efeitos destrutivos do pecado do adultério. Hoje, continuo a destacar as perdas e aproveito para estimular você a abrir a sua Bíblia e ler as passagens aqui assinaladas. Os adúlteros perdem: 

Perdem o prazer (Provérbios 6:27-31). Quando restrito e controlado, o fogo é bom. Serve para nos aquecer, cozinhar os alimentos, impulsionar turbinas e gerar energia elétrica. O sexo é uma dádiva de Deus, mas, assim como o fogo, se não for controlado, torna-se destrutivo. O que começa como “calor”, transforma-se numa experiência ardente, tal como segurar no colo uma tocha ou andar sobre brasas vivas. Há quem argumente que “o sexo é um desejo normal, que recebemos de Deus. Assim, temos o direito de usá-lo mesmo sem casar. É como comer: Deus nos deu o alimento para saciar nossa fome; também nos deu o sexo para desfrutarmos dele quando nos sentimos solitários”. Algumas pessoas na igreja de Corinto usaram essa mesma argumentação para justificar suas práticas pecaminosas: “Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos” (1Co 6:13). Não obstante, Paulo deixa claro que o corpo do cristão pertence a Deus e que a presença de um desejo não é o mesmo que o privilégio de satisfazer esse desejo (1Co 6:12-20). O escritor de Provérbios fala de algo semelhante em 6:30-31. Sem dúvida, a fome é uma força poderosa na vida humana, e a única forma de satisfazê-la é alimentar-se, mas se roubarmos o pão que comemos, estamos transgredindo a lei. Acabamos pagando mais caro por esse pão do que se o tivéssemos comprado na padaria. Sentados na cadeia ou em pé diante de num tribunal, esquecemos rapidamente o prazer de ter comido aquele pão. O adultério é uma forma de roubo: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição […] e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador” (1 Ts 4:3,6). Quando o adultério entra no casamento, todos saem perdendo. 

Perdem seu bom senso (verso 32). O rei Davi era um estrategista brilhante no campo de batalha e um governante sábio no trono, mas perdeu seu bom senso ao olhar para a esposa de seu próximo e cobiçá-la para si (2 Sm 12). Tinha certeza de que poderia escapar impune de seu pecado, mas o bom senso teria lhe mostrado que estava errado. Todos os planos usados por Davi para comprometer o marido de Bate-Seba falharam, de modo que o rei acabou ordenando que ele fosse morto. Sem dúvida, Davi sabia que colhemos aquilo que semeamos, e foi exatamente o que aconteceu com ele, bem nos campos de sua própria família. 

Perdem sua paz (versículos 33-35). O marido irado usa todos os meios possíveis para se vingar, pois para ele é preferível que seu vizinho roube seu dinheiro do que sua esposa. “Porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas” (Ct 8:6). O transgressor não terá paz, e perderá sua reputação na comunidade. Com certeza, de acordo com a lei do Velho Testamento, ele e a mulher deveriam ser apedrejados até a morte (Lv 20:10; Dt 22:22), mas não sabemos ao certo se essa pena era sempre executada. Na sociedade de hoje, cujos valores não são os das Escrituras, é possível abafar uma situação de adultério, mas ainda assim a vida do adúltero nunca mais será exatamente a mesma. Quer nesta vida quer na próxima, os pecadores podem estar certos de que seus pecados os encontrarão. Entregar-se ao pecado sexual é um negócio que sempre acaba dando prejuízo. 

Para refletir: O pecado paga alguns dividendos e, se assim não fosse, essa estrada não seria tão transitada. Contudo, a Palavra de Deus nos admoesta que não vale a pena a satisfação do “aqui e agora”, pois as consequências da transgressão se farão presente na vida do transgressor. Chamo atenção, todavia, do arraial cristão, pois, alguns, e até mesmo líderes, tentam arranjar desculpas que justifiquem seus pecados diante de Deus. Entretanto, nunca é demais lembrar, que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória” e, isso não diz respeito somente ao pecado do adultério, mas a tudo aquilo que fere o coração do Pai. 

Em Deus, que não nos concedeu a liberdade para pecar, 

Pr. Natanael Gonçalves