caminho da morte

O Caminho da Loucura e da Morte – Última Parte

Provérbios 7.2:  Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.

 3. Finalizando, o pecado sexual conduz à MORTE  (Provérbios 7)

Pela terceira vez, o escritor de Provérbios chama o jovem de volta à Palavra de Deus (versículos 1-5), pois guardar os mandamentos de Deus é uma questão de vida ou morte. A adúltera mora numa rua sem saída. “A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte” (verso 27). A expressão conhecida “menina dos teus olhos” (verso 2) refere-se à pupila do olho. Protegemos nossos olhos, pois eles nos são extremamente valiosos e, da mesma forma, devemos proteger e honrar a Palavra de Deus ao lhe obedecer. Com frequência, o pecado sexual começa com olhos e mãos indisciplinados (Mt 5:27-30), mas o cerne do problema é o coração (versos 2,3). Este capítulo apresenta uma descrição vivida de um jovem que cai na armadilha da mulher adúltera. Observe os passos que o conduzem a sua destruição.

Ele tenta a si mesmo (versículos 6-9). Temos a impressão de que o jovem é terrivelmente estúpido ou muito orgulhoso, convencido de que pode brincar com o pecado e escapar incólume. Na verdade, porém, está apenas tentando a si mesmo e se metendo em apuros. Em primeiro lugar, está fora de casa “na escuridão da noite, nas trevas” (capítulo 2:13; Jo 3:19-21; 1Jo 1. 5-7), deliberadamente caminhando perto de um lugar de tentação e perigo. Não deu ouvidos ao conselho sábio do Senhor: “Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa” (5:8). Seus pés não estavam sendo controlados pela Palavra de Deus (3:26; 4:27). As histórias tristes que ouvimos de pessoas que se entregaram a pecados sexuais e que passaram por sofrimento intenso, em quase todos os casos, essas pessoas colocaram-se intencionalmente num lugar de tentação e de perigo. Não podemos evitar ser tentados, mas certamente podemos evitar tentar a nós mesmos.

Ele é tentado pela mulher (versículos 10-20). Como uma aranha perigosa em sua teia, a mulher olha de sua janela, pronta para se lançar sobre sua presa. É casada com outro homem, mas seu marido está viajando, e ela se veste como uma prostituta para atrair aqueles que procuram seus serviços (Gn 38:14,15; Ez 16:16). Não vê motivo algum para não ganhar dinheiro e se entreter enquanto o marido está fora. Havia procurado vítimas nas ruas (Pv 7:11,12), mas agora vê uma delas à porta! Ela o agarra, o beija (Pv 5:3) e o convence de que é o momento oportuno para ele ir visitá-la. Antes de viajar, seu marido havia ido com ela ao templo oferecer um sacrifício pacífico (Lv 7:11-21), de modo que tinha um pouco de carne em casa. Ela lhe prepararia um banquete inesquecível. “Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade” (Pv 30:20). A mulher apela para o ego do rapaz ao lisonjeá-lo e fazê-lo pensar que o considera alguém especial. Jamais ofereceria a outra pessoa aquilo que oferece a ele! Apela também a sua imaginação ao descrever sua linda cama e as especiarias caras com as quais a perfuma. Garante que ninguém ficará sabendo (mas alguém os está observando 7:6) e que seu marido ficará fora por muitos dias. Os dois têm tempo de sobra para se entreter.

Ele tenta o Senhor (versículos 21-27). Quando oramos: “Não nos deixes cair em tentação” (Mt 6:13), sabemos que Deus não nos tenta (Tg 1:13-16); porém, podemos tentar a nós mesmos, a outros e até mesmo a Deus (Êx 17:1-7; Dt 6:16; Sl 78:18, 56; 1Co 10:9). Tentamos Deus quando lhe desobedecemos deliberadamente, colocando-nos em situações tão difíceis que só podemos ser libertos por Deus. É como se o “desafiássemos” a fazer alguma coisa. O jovem tomou uma decisão precipitada quando seguiu a mulher e, ao fazê-lo, começou a agir como um animal. Passou a ser como um boi a caminho do matadouro, ou como um pássaro rumando direto para uma armadilha (verso 22). Os seres humanos são os únicos membros da criação de Deus que podem escolher que tipo de criatura desejam ser. Deus quer que sejamos ovelhas (Sl 23:1; Jo 10; 1 Pe 2:25), mas há outras opões, como cavalos ou mulas (Sl 32:9) e até mesmo porcos e cães (2 Pe 2:22). Ao entrar na casa da mulher adúltera, assentar-se à sua mesa e deitar em sua cama, o rapaz desobedeceu à lei de Deus intencionalmente, mas o Senhor não interveio. Permitiu que o jovem saciasse seus apetites sexuais e sofresse as consequências. Se o jovem tivesse olhado para cima, para o Senhor, e se lembrado de sua Palavra (Pv 7:24), olhado para dentro de si e mantido seu coração voltado para a verdade de Deus (verso 25) e olhado para a frente a fim de ver as consequências terríveis de seu pecado (versos 26, 27), teria dado meia-volta e fugido das garras da prostituta. A sociedade de hoje não apenas aceita tranquilamente os pecados sexuais como também os aprova e incentiva. Perversões que só de ser mencionadas deixariam as pessoas horrorizadas cinqüenta anos atrás, hoje são tema de livros, filmes e programas de televisão. O que Paulo viu em seu tempo e descreveu em Romanos 1:18-32 é uma realidade bem presente em nossos dias, mas as pessoas não gostam quando chamamos essas práticas de “pecado”. Afinal “é o que todos estão fazendo, dizem“. Porém, o evangelho ainda é “o poder de Deus para a salvação” (Rm 1:16), e Cristo ainda pode transformar a vida das pessoas (1 Co 6:9-11).

Para refletir: Não basta falarmos contra o mal; é preciso também praticar o bem (Mt 5:13-16) e proclamar as boas novas de que os pecadores podem ser transformados em novas criaturas em Cristo (2 Co 5:1 7). Se o mundo tivesse mais luz, haveria menos trevas. Se o mundo tivesse mais sal, haveria menos corrupção. Se o mundo ouvisse mais a verdade, haveria menos dissimulação. Temos um trabalho a fazer!

Em Cristo que nos chamou para fazermos a diferença neste mundo de trevas,

Pr. Natanael Gonçalves