prova e alegria

Sofrimento e Alegria – Parte I

1 Pedro 4.12-14 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.

Ao falar sobre o sofrimento, Pedro tem em mente que o cristão pode experimentá-lo. Sendo assim, o apóstolo comenta sobre os dois lados da mesma moeda, mas destacamos apenas um hoje. Seguimos…

 1) Sofrer por obedecer.

1.1. O sofrimento é de se esperar. Os cristãos gentios, estavam acostumados a viver em uma sociedade que tolerava uma grande quantidade de deuses e crenças. O mundo os perseguia por afirmarem ser Jesus o único caminho para salvação eterna. Tal como antes, o cristianismo é exclusivista, pois não aceita a existência de outros “deuses”. Todavia, esse mundo sem Cristo adora vários deuses que o homem mesmo inventa. Esses deuses podem ser retratados em imagens religiosas ou coisas que se fizeram deuses para eles, tais como: “o prazer”, “a ambição”, “o poder humano” e “o materialismo.” O cristão, no entanto, edifica sua vida na verdade da Palavra de Deus, na santidade, na humildade e no propósito de glorificar ao único Senhor. Pedro compara as provas com o fogo (1:6-7). Este exemplo serve para ensinar que as aflições e o sofrimento, possuem o propósito de refinar a vida e o caráter do crente em Cristo.

1.2. O sofrimento nos permite ser coparticipantes de Cristo. O verso 13 exorta o filho de Deus a regozijar-se quando sofre. Atos 5:41 nos informa que Pedro e João regozijaram-se por terem sido considerados dignos de padecer afronta por causa do nome de Jesus. O autor não quer dizer que a dor é a alegria, mas que a dor produz alegria, depois do sofrimento. Foi exatamente isso que Jesus ensinou em João 16:20-21 ao dizer que a dor da mulher em dar à luz um filho, traz um grande gozo depois desse padecimento. Pedro, neste verso, sinaliza que há benefícios para o cristão que sofre e, um deles, é que somos participantes do sofrimento de Cristo. Por outro lado, Satanás ataca ao Senhor através dos cristãos que são peregrinos em um mundo que segue como inimigo de Deus. Portanto, padecer com Cristo nos proporciona o privilégio de ter algo em comum com Ele. Sofremos porque pertencemos a Ele.

1.3. Posteriormente, o sofrimento produz glória e fortaleza do Espírito. Além do privilégio mencionado, seremos glorificados na volta de Jesus. Ele mesmo nos disse: “Alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:12). Paulo afirma que “as aflições do tempo presente, não podem ser comparadas à glória que em nós há de ser revelada” ( 2 Co 4:17). O cristão necessita da fortaleza do Senhor em meio às provas, por isso, o Espírito de Deus que em nós habita, nos dá ânimo, conforto, paz, tranquilidade e fortalece-nos ao passar por lutas ou aflições difíceis. Você já experimentou isso? Quantos de nós não experimentamos a graça necessária para perseverar em meio à dor e provação?

Para refletir: Você está passando por uma “prova difícil?” Analise qual é a razão dessa aflição. Se ela é resultado da sua fidelidade ao Senhor, fique tranquilo (a). Lembre-se: “depois do choro e da dor, depois da noite escura e fria, vem uma manhã ensolarada e, como ela, a alegria” (Sl 30:5). Todavia, se a aflição não é produto da sua fidelidade a Deus, espere e leia a próxima publicação.

Que o Senhor abençoe o seu coração,

Pr. Natanael Gonçalves