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Viajando pela estrada do temor – Parte Final 

Na publicação anterior, dissemos que Pedro havia provido seis razões, pelas quais devemos temer a Deus. Vimos a primeira delas. Hoje, porém, mencionamos as cinco restantes. Minha oração é que o seu coração se abra para receber a iluminação do Espírito de Deus e, assim, compreender essas realidades práticas para a vida cristã.

 2. Deus nos resgatou da vida antiga – 1:18 

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais.

No final do verso 17, Pedro afirma que somos peregrinos nesta terra. Sim, somos viajantes neste mundo, nada mais. Não pertencemos ao mundo de pecado, rebeldia e egoísmo, mas ao céu e a Deus, nosso verdadeiro Pai. O versículo 18 reitera essa verdade e assevera que Ele nos redimiu e nos resgatou da nossa vã maneira de viver que nos conduzia a um destino cruel. Nos salvou de uma existência inútil para fazer-nos cidadãos do céu. Pedro reconhece de novo a influência que exercem os pais sobre os filhos. Nos versos 14-16 afirmou que aquele que crê em Deus deve seguir o exemplo de seu Pai Celestial. No entanto, assegura ainda, que a vida do incrédulo mostra uma conduta que, quase sempre, recebeu de seus pais, ou seja, um conjunto de hábitos, ideias, valores, princípios e costumes que aprendeu de seus antecessores. Contudo, isto não o absolve. Cada um é atraído para o pecado por sua própria natureza e todos nós somos responsáveis por nossas ações.

 3. Porque a morte do Filho de Deus foi o preço da nossa salvação – 1:19

Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.

O temor para com Deus se baseia no conhecimento da redenção e no valor que eu dou ao sacrifício de Jesus. A maravilha de tudo o que Ele fez para obter a nossa salvação, nos motiva ao temor para com Ele.

  • Nosso resgate custou um preço infinito a Deus: O sangue de Jesus!
  • A figura do escravo: Só podia ter a liberdade se alguém pagasse por ela.
  • A nossa conscientização: Nunca poderíamos comprar a nossa liberdade. Jesus, com seu sacrifício perfeito, nos comprou e nos libertou. Este sacrifício deve levar-nos ao temor a Deus.

 4. Porque Ele planejou a nossa salvação desde a eternidade – 1:20

O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.

Deus Pai determinou desde os tempos eternos que Seu Filho viria e pagaria o preço de nossa salvação. Dentro do perfeito calendário divino, foi enviado ao mundo. O amor de Deus desde a eternidade, deve mover-nos ao temor a Ele.

  5. Porque a Salvação foi autenticada por Deus – 1:21

E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

Deus autenticou a salvação por meio de duas grandes evidências:

Ressuscitou a Cristo dos mortos. O assombroso milagre da Ressurreição foi o maior milagre do cristianismo e uma admirável manifestação do poder divino porque comprova que Jesus é o Filho de Deus e o único meio eficaz para vencer o pecado e a Satanás.

Deus glorificou a Jesus. Deus O fez ascender ao céu e sentar-Se a Sua destra, dando-lhe autoridade sobre tudo, enquanto também, o fez cabeça da igreja. Cristo glorificado mostra que a nossa salvação é uma realidade.

  6. Porque nossa fé e esperança estão n’Ele – 1:21

E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

A última característica de nossa redenção é um resultado prático e pessoal. Deus mesmo é a base firme de confiança e esperança. Interessante que o texto analisado (versos 13-21) nos aponta a esperança. O verso 13 começa com esperança e o verso 21 termina com esperança. Os filhos de Deus atribulados precisam de esperança. Não podem senti-la nem ter otimismo, a menos que confiem na única pessoa que é imutável e fiel. Nós confiamos em Deus porque Jesus nos salvou por sua morte na cruz. Ele nos resgatou do pecado e da vida inútil que levávamos. Tudo isto é seguro e comprovado. Por isso devemos viver a nossa vida em santidade a cada dia, vivendo para agradar a nosso Pai Celestial.

Para refletir: Você possui otimismo e esperança neste momento? O que significa para você viver uma vida santa neste dias? Existe alguma conduta que não agrada a Deus em sua vida? Algum hábito que precisa abandonar? E sobre a obediência, o que você poderia dizer a respeito?

No amor de Cristo Jesus, o Senhor.

Pr. Natanael Gonçalves