Por meio de Silvano, que para vós outros é fiel irmão, como também o considero, vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes (1Pedro 5.12).

Os advogados, tanto de defesa quanto de acusação, pensam que o argumento final apresentado ao júri é o mais importante. Desejam que as últimas palavras pronunciadas por eles, sejam aquelas que façam eco na mente dos jurados. Pedro também deseja isso. Não escreve sobre um juízo numa corte, mas sobre as diversas provas com as quais os cristãos se encontram. Pedro não argumentava a favor da libertação de um cliente, antes, embasou o seu caso nos sofrimentos e depois nas glórias que seguiriam, alertando aos fiéis a seguir o exemplo de Jesus, ou seja, de submissão obediente à vontade de Deus. No texto acima, Pedro desafiou aos cristãos fatigados, com este argumento final: “vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes”.  Estar firmes nela, exige permanecer debaixo do que Deus permite na vida, assim como manter uma atitude adequada.

De certa forma, a carta de 1ª Pedro é um argumento final para exortar aos cristãos a que permaneçam firmes na fé. Pedro constrói o seu caso sobre verdades que são firmes realidades para os que creem. Entre outras coisas, Pedro lhes recordava que, apesar de suas circunstâncias, Deus estava protegendo-os: “…sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo (1 Pedro 1:5). Em lugar de considerar as provas e o sofrimento como um abandono da parte de Deus, Pedro lhes ensinou que tais provas resultariam em louvor e honra uma vez que a fé houvera sido provada: “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:6-7).

A salvação que possuem os verdadeiros cristãos é de tal magnitude, que os anjos anelam contemplá-la: “A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar“ (1 Pedro 1.12). Note que o que interessa aos anjos não é o ouro, a fama, a beleza, nem qualquer outra coisa que o mundo ofereça, mas é a salvação o objeto de seu interesse. Nenhum anjo recebeu perdão nem a transformação que vai do profano ao imaculado, ou da maldade à santidade. Uma vez que a salvação é o que lhes intriga, é muito provável que conversem frequentemente acerca dessa glória. Não deveríamos nós também fazê-lo? Muitos que experimentaram o novo nascimento parecem não valorizar a salvação. Buscam tanto as coisas desta vida que se esquecem que já obtiveram a maior de todas as bênçãos que um ser humano pode receber: a salvação! Pense a respeito disso! Finalizo o post de hoje com uma provocação a você: Uma vez que atentamos para o que o apóstolo nos exortou, que atitude devemos ter? Certamente é a atitude de firmeza. Mantenha-se firme!

Deus te abençoe!

Pr. Natanael Gonçalves