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Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias (Mateus 17: 4). 

Observe que no texto acima, Pedro falou em nome dos três discípulos e afirmou que era bom estar ali e que ele poderia construir três tendas para todos eles. Todavia, note o que Mateus nos diz no verso seguinte: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu”. Lucas adiciona que “encheram-se de medo ao entrarem na nuvem” (Lucas 9:34). Inesperadamente, ouviu-se das nuvens a voz audível do próprio Deus dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi (Mateus 17:5). Repare que esta declaração, era quase a mesma afirmação que Pedro havia feito dias antes (Mateus 16:16). Os três discípulos caíram de bruços aterrorizados, enquanto a nuvem os envolvia. Jesus, então, aproximando-se deles, tocou-lhes dizendo: Erguei-vos e não temais! A seguir, levantando eles os olhos, a ninguém viram, senão a Jesus (Mateus 17:6-8). 

No Antigo Testamento, quando Israel perdeu a Arca da Aliança para os filisteus, a nação se condoeu porque a glória de Deus os havia deixado (1 Samuel 4:11,21,22). Não obstante, na ocasião da Transfiguração a glória de Deus não havia se retirado. Antes, ela estava contida nos limites humanos do Cordeiro do sacrifício. A glória estava ali! Jesus podia mostra-la em qualquer momento que desejasse, mesmo durante os açoites ou até mesmo na crucificação. Pedro, Tiago e João, haviam sido testemunhas de uma amostra daquilo que no futuro se revelará em sua totalidade. Este, contudo, não era o momento da glória se revelar. Este era o momento de descer a montanha e, em última instância, seguir caminhando em direção à morte. 

Desperto sua atenção para o relato de Lucas 9:30-31. Lá, vemos detalhes valiosos que não foram registrados nos outros evangelhos. Nos versículos citados, Lucas revela que Moisés e Elias falavam com Jesus sobre a sua “partida” que estava para se cumprir em Jerusalém. A palavra grega para partida é “exodus”. No entanto, destaco que esta não é a palavra normal para referir-se à morte. O exodus de Jesus não apontava tão somente para o fato da sua morte, mas também para o seu sepultamento, sua ressurreição, e, especialmente, sua ascensão. Os profetas de Deus falavam com Jesus e aqui há algo notável, porque aquilo que Pedro havia intentado ao dizer a Jesus: “tem compaixão de Ti, Senhor, isso de modo algum te acontecerá” (Mateus 16:22), apenas alguns dias depois se converte no tema central da conversa entre o Cordeiro e os dois mensageiros celestiais. 

Finalizando, enfatizo que no tópico de hoje há elementos que nos enche o coração de alegria, paz e uma enorme gratidão pelo sacrifício do Cordeiro. Quando Paulo afirma que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, também ressalta que Ele é o Justificador de todo aquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:23-26). Você pode imaginar todos os acontecimentos que envolveram a morte do Salvador, tendo como alvo a sua vida? Pense a respeito! 

No amor de Cristo Jesus, 

Pr. Natanael Gonçalves