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Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.  Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:23-26 versão NVI). 

Moisés e Elias, assim como todos os santos do Antigo Testamento, desde Adão, necessitavam de um Redentor. Sem a propiciação adequada, Deus devia pedir-lhes conta da totalidade de seus pecados e nem um só membro da raça humana poderia ter comunhão com Deus na eternidade. Sem a expiação não haveria salvação. O inferno esperaria por todos nós e a vida seria somente uma caminhada para a condenação. 

Lucas 9:30-31, registra que Moisés e Elias falavam da partida que Jesus estava para cumprir em Jerusalém. Alguns estudiosos consideram que os dois profetas estavam instruindo a Jesus sobre o que o esperava em relação à cruz, contudo, não parece que este fosse o caso. Jesus havia anunciado anteriormente a sua morte, seu sepultamento e sua ressurreição. Sabia o que lhe esperava e o que devia fazer. Uma vez que Pedro, Tiago e João dormiram, não temos detalhes daquela conversa entre Jesus e os dois heróis do Velho Testamento. Não obstante, surge a pergunta: Por que Deus reuniu estes cinco personagens com Jesus no Monte da Transfiguração? Como em outras questões, poderíamos acrescentar parte da resposta: Porque Ele é Deus e faz o que deseja. Poderia acrescentar também, como já dissemos anteriormente, que Moisés e Elias representavam a Lei e os Profetas e à parte disso, encontrar outras razões. 

Para Moisés, era mais uma forma do cumprimento da promessa de Deus, e não só a petição “mostra-me a tua glória”. Lembro a promessa de Êxodo 33.19: Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. Na Transfiguração, Moisés contemplou a glória de Deus na pessoa de Jesus. “Toda minha bondade” passou diante dele na forma do Senhor Jesus, como na realidade, havia feito no Antigo Testamento. Para o desanimado profeta Elias, Deus havia demonstrado antes três elementos de poder e, em cada ocasião, Ele não estava no poder demonstrado. Após mostrar a Elias o que não era, Deus, agora, na Transfiguração, revela quem era em Sua glória. Talvez Elias o reconheceu como o Anjo do Senhor que lhe ministrara séculos antes. Deus não estava presente naquela demonstração de poder que havia passado diante de Elias, mas estava presente na antecipação do poder do Rei e de Seu reino vindouro. Moisés viu a glória; Elias viu uma projeção do poder; mas Deus manifestou a ambos na pessoa de Jesus. Glória a Deus! 

Ao terminar o tópico de hoje, estimulo você a refletir sobre o que leu aqui. Pedro, Tiago e João se lembrariam pelo resto de suas vidas, da glória de Deus manifestada naquele monte. Veremos detalhes mais à frente, todavia, quantos cristãos comprometidos com Deus, podem afirmar que foram impactados, por terem visto, com os olhos do espírito, a glória do Senhor? Se isto for uma realidade para você, então, o mundo perdeu a sua atração e o seu brilho. 

Que a resplandecente Estrela da Manhã, te envolva com a Sua glória, 

Pr. Natanael Gonçalves