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Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus (Mateus 16.13-17). 

Quando Jesus estava cruzando a região de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? Na realidade, Jesus não estava preocupado com a opinião pública nem com os argumentos falsos. O Senhor estava guiando os discípulos a um assunto central que era o que, realmente, interessava. 

A reação dos discípulos põe em evidência o amplo debate e o interesse público que Jesus havia despertado. Como era de se esperar, as opiniões sobre sua origem eram bem diferentes entre si. Muitas pessoas olhavam para Jesus através de suas crenças errôneas e supersticiosas. Sabiam que Jesus era uma pessoa diferente, mas não estavam seguros quem Ele era. Na passagem paralela de Lucas, os discípulos relatam que uns diziam que Jesus era João Batista, mas outros, Elias; e ainda outros diziam que ressurgiu um dos antigos profetas. Os discípulos, somente consideravam a resposta de outros judeus, pois até esse momento, estavam pouco dispostos a uma relação com os gentios. As respostas provenientes do povo são interessantes no sentido de que as três opções estavam relacionadas de alguma maneira com a morte. Herodes havia executado a João Batista; Elias foi trasladado ao céu para não ver a morte, e, por fim, todos os profetas haviam morrido. As obras que Jesus realizava como também as suas divinas palavras, exerciam tal assombro nas pessoas que, o conceito que elas tinham a respeito de Jesus, ultrapassavam as fronteiras deste mundo. Não obstante, a maioria não podia imaginar e, alguns, nem sequer poderiam aceitar, que Jesus houvera vindo do céu como um Ser divino. 

O Senhor não se preocupava com o que o mundo pensava dele. Não; a sua preocupação era com os doze. A pergunta que o Senhor fez aos discípulos, e certamente, o faz a todo ser humano, é a grande pergunta de todos os tempos: quem dizeis que eu sou? (verso 15). Pedro, o líder dos discípulos se adiantou e respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. A resposta não era totalmente dele. Era, de fato, de tal importância que Deus considerou apropriado revela-la a Pedro. Não se tratava de uma primeira revelação do Pai, concernente a Jesus. Desde os profetas do Antigo Testamento, passando pela anunciação a Maria e o sonho revelador de José, Deus mesmo deu testemunho de que Jesus era Seu Filho. O Pai enviou anjos para anunciar o Seu nascimento. No batismo de Jesus, Deus falou desde os céus e disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:7). 

A Bíblia não revela se algum dos discípulos estava presente no batismo de Jesus, mas seguramente souberam a respeito daquela voz vinda do céu, especialmente aqueles que haviam sido discípulos de João, o Batista, que falava com frequência a respeito Daquele que viria. Deus desejava que a resposta de Pedro sobre a identidade de Jesus fosse tão certa, que Ele mesmo deu a resposta, revelando-a a Pedro. 

Finalizando por hoje, e, pegando o gancho do assunto, pergunto: que resposta damos a respeito de Jesus? Como o consideramos? Para muitos Ele é o Cristo do Deus vivo e Salvador de todos os homens. No entanto, essa declaração não basta. Jesus além de ser o Salvador, é também Senhor. Este é o princípio básico de todo aquele que possui uma relação fiel e verdadeira com o Deus que se fez homem. Se Ele não for Senhor, não poderá ser Salvador. Muitos ainda estão ouvindo a pergunta que um dia Jesus fez: Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (Lucas 6:46). Que resposta você está dando ao Senhor? 

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. 

No amor de Cristo Jesus, 

Pr. Natanael Gonçalves