Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele (Filipenses 1:29).

Inicio o comentário de hoje lembrando que, quando Paulo descreveu o sofrimento por amor a Cristo, afirmou que Deus o havia concedido como um presente aos filipenses. Devemos prestar atenção numa coisa: o sofrimento ao qual o apóstolo se referia, era somente para cristãos. Muitas pessoas ao redor do mundo sofrem diariamente, alguns muito mais que outros. Esse sofrimento poderia levar essas pessoas à salvação pessoal, ou, talvez, não. De fato, o sofrimento abordado por Paulo é o de “sofrer como cristão”, isto é, especialmente por ser cristão. Um aspecto desse sofrimento pode ser o da perseguição, resultado da fidelidade ao Senhor. Este sofrer não poderá conduzir o cristão a Deus, posto que ele já está unido ao Pai por meio de Cristo.

Antes de prosseguir, é preciso deixar claro que a nossa responsabilidade com as Escrituras, é adentrar no mundo dos participantes originais e “ver com seus olhos e escutar com seus ouvidos”. Depois, examinar as verdades que encontramos e pensar como elas se relacionam conosco. Sendo assim, comecemos com o apóstolo Paulo.  Poucas pessoas chegam a experimentar o sofrimento no nível em que o apóstolo experimentou. Quando se converteu, o Senhor falou a respeito dele para Ananias em Atos 9.15-16:

Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.

Observe a última frase: pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” Imagine se Jesus lhe dissesse a mesma coisa, você ainda estaria disposto a segui-Lo? Muito antes de completar o seu ministério, Paulo descreveu alguns acontecimentos que fizeram parte do seu andar com o Senhor. 2 Coríntios 11.23-27, nos brinda com essa explicação:

São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.

Devemos levar em consideração algo importante: Paulo usou o pronome pessoal “eu” e isso pode demonstrar que ele não contou com muitos amigos durante estes acontecimentos. Sem dúvida, a solidão pode tornar o sofrimento ainda mais intenso.

Finalizando por hoje, gostaria que você refletisse sobre o que leu aqui. Como está a sua vida cristã? Sua fidelidade a Deus está condicionada às bênçãos? Ou: Sua fidelidade depende dos ventos que sopram a seu favor? Reflita!

Continuo na próxima publicação, se o Senhor assim o permitir.

Que o Espírito Santo ilumine os olhos do nosso entendimento,

Pr. Natanael Gonçalves