Ajudantes Incomparáveis – Filípenses 2:19-30 

Um repórter de San Bernardino, Califórnia, contratou um homem para se deitar na sarjeta de uma rua movimentada. Centenas de pessoas passaram por ele, mas nenhuma parou para ajudá-lo nem demonstrou qualquer preocupação! Alguns anos atrás, jornais dos Estados Unidos noticiaram que 38 pessoas viram um homem seguir e, por fim, atacar uma moça, e nenhuma delas sequer chamou a polícia! Dois adolescentes de Detroit encontraram em uma cabine telefônica uma mulher que havia tido um ataque cardíaco. Carregaram-na até uma casa na vizinhança onde pediram ajuda. O dono da casa mandou que tirassem aquela mulher de sua varanda e que fossem embora. Um médico do Estado do Kentucky estava a caminho da casa de um paciente quando viu um acidente na estrada. Parou no local para prestar socorro aos feridos e, depois, seguiu para seu compromisso. Um dos motoristas que ele socorreu o processou!

Será que é possível ser um “bom samaritano” hoje em dia? Será que todos devem endurecer o coração para se proteger? Talvez o sacrifício e o serviço sejam virtudes antigas que não têm mais lugar naquilo que chamamos de civilização moderna. Convém observar que, nos tempos de Jesus e também de Paulo, a preocupação mútua não era uma virtude comum. Os cristãos em Roma não estavam muito interessados nos problemas dos filipenses, e Paulo não conseguiu encontrar uma pessoa sequer entre eles que estivesse disposta a ir até Filipos (Fp 2:19-21). Na verdade, as coisas não mudaram muito.

Neste parágrafo, Paulo continua a discorrer sobre a mente submissa. Já fez uma descrição dessa atitude mediante o exemplo de Jesus Cristo (Fp 2:1-11). Explicou a dinâmica da submissão na própria experiência (Fp 2:12-18). Agora, contudo, apresenta dois colaboradores de seu ministério, Timóteo e Epafrodito, e o faz por um motivo específico. Sabe que seus leitores poderão dizer: “Jesus Cristo e Paulo são exemplos impossíveis de seguir! Afinal, Jesus é o Filho de Deus, e Paulo é um apóstolo escolhido que vivenciou experiências espirituais extraordinárias”. Por esta razão, Paulo apresenta dois “crentes comuns”, homens que não eram apóstolos nem realizavam grandes sinais e prodígios. Seu desejo é deixar claro que a mente submissa não é um luxo desfrutado apenas por uns poucos escolhidos, mas sim uma necessidade para que o cristão tenha alegria, bem como uma oportunidade a todos os convertidos. Prepara-se para amanhã vermos um pouco sobre esses servos de Deus. Homens comuns, mas que fizeram a diferença. 

Para refletir: Muitos depreciam a si mesmos e acham que não podem fazer nada na vida cristã. Enganam-se! A vida cristã é um estilo de vida diferente e, todos aqueles que fizeram de Jesus o seu Senhor e Salvador, são chamados para viver esse tipo de vida. Como cristão, como você pensa e vive? 

Em Cristo Jesus, 

Pr. Natanael Gonçalves