A palavra “comunhão” possui diferentes significados para as pessoas e nem todos a entendem. Todavia, os cristãos deveriam conhecer o seu sentido, pois trata-se de uma palavra bíblica que se relaciona com a vida cristã. Apesar das suas circunstâncias difíceis como prisioneiro em Roma, Paulo se regozijava. O segredo da sua alegria era sua mente firme, ou seja, ele vivia para Cristo e o evangelho. As palavras que se referem à Cristo, em suas formas, aparecem dezoito vezes no capítulo primeiro, enquanto que “evangelho” aparece seis. “ Porque, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (1:21). Mas, o que é, em verdade, a mente firme? É atitude que diz: “Não importa o que aconteça, não importa as circunstâncias, contanto que Cristo seja glorificado e que o evangelho seja pregado a outros”.  Paulo se alegrou apesar das suas circunstâncias, porque elas fortaleceram a comunhão do evangelho (1:11), promoveram o progresso do evangelho (1:12-16) e guardaram a fé  do evangelho (1:27-30). Se entende por “comunhão”, simplesmente, o fato de se “ter em comum.” Veja, a verdadeira comunhão cristã é muito mais profunda do que estar juntos e compartilhar um gostoso café com pão de queijo. A comunhão não é um simples trato amistoso e prazeroso que passamos com os amigos. Não se pode ter comunhão com ninguém, a menos que se tenha algo em comum e, quanto à comunhão cristã, o que temos em comum é a vida eterna. Se uma pessoa não declarou e nem confiou ainda em Jesus como seu Salvador, não conhece e não sabe o que é a comunhão do evangelho. Em Filipenses 2:1, Paulo escreve acerca da “comunhão do Espírito”, uma vez que, quando uma pessoa experimentou o novo nascimento, recebe o dom do Espírito Santo. Existe também a “comunhão de Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10). Quando compartilhamos o que temos com outros, isto também é comunhão (Filipenses 4:15, traduzido como “associou, participou ou comunicou”).

Dessa forma, a verdadeira comunhão cristã é muito mais do que ter o seu nome na relação de membros de uma igreja ou estar presente em uma reunião (embora não seja possível a comunhão se não estivermos juntos verdadeiramente). É possível estar próximo das pessoas fisicamente e, ao mesmo tempo, estar separado delas por uma distância quilométrica, espiritualmente falando. Uma das fontes do gozo cristão é a comunhão que os crentes possuem em Cristo Jesus. Paulo estava em Roma e, seus amigos da cidade de Filipos, estavam distantes geograficamente. Contudo, a comunhão espiritual com eles era real e satisfatória. Quando um crente possui e cultiva a mente firme, não se queixa das situações que o cercam, porque sabe que essas mesmas resultarão no fortalecimento da comunhão do evangelho.

Paulo usa três pensamentos em Filipenses 1:1-11 que descrevem a verdadeira comunhão cristã: “tenho vocês em minha mente” (vs. 3-6),  “tenho vocês em meu coração” (vs. 7-8) e “tenho vocês em minhas orações” (vs. 9-11). No próximo post, falaremos um pouco sobre eles. 

Que a bênção da comunhão seja uma realidade na tua vida, 

Pr. Natanael Gonçalves.